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     HISTÓRICO

Antiga Faculdade de Filosofia e Letras da UFBA

Em fevereiro de 1968, por força do decreto nº 62.241, que reestruturou a Universidade Federal da Bahia segundo a Reforma Universitária, foi criada a Faculdade de Educação, como única unidade de ensino profissional e pesquisa aplicada que emergiu da antiga Faculdade de Filosofia e Letras da UFBA

Instalada no ano de 1969, a FACED representou, desde o seu início, um desafio, "significando a exigência da demanda de um país em busca de uma resposta na árdua seara das indagações educacionais", de acordo com palavras textuais da Professora Leda Jesuíno dos Santos.

Na Bahia, esta unidade se formou a partir de quatro vertentes: o Departamento de Pedagogia da antiga Faculdade de Filosofia, o Colégio de Aplicação da mesma Faculdade, o Centro de Ensino de Ciências da Bahia e o Programa de Lingüística, financiado pela Fundação Ford.

Assim, o traço inicial característico da Faculdade de Educação definia-se na teoria e prática exclusiva da transmissão de conhecimento.

Trinta anos depois....anos de acertos e erros, desafios, realizações e frustrações, reflexões sobre a educação.

Qual o significado do momento presente? Estamos no final do século XX, início de um novo milênio.  Um momento existencial que urge....

Atingimos.....

Ao nível de graduação, a FACED oferece os cursos de Pedagogia, Licenciatura em Ciências Naturais e Educação Física, assim como, é responsável pela formação pedagógica dos dezesseis Cursos de Licenciatura da UFBA. 

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   EX-DIRIGENTES

Profª. Leda Jesuíno dos Santos - Diretor 
Prof. Antônio Pithon Pinto - Vice-Diretor 

De outubro/69 a julho/75 

Profª. Mariaugusta Rosa Rocha - Substituto Eventual 
De agosto/75 a setembro/75 

Profª. Jandira Leite Simões - Substituto Eventual 
De setembro/75 a fevereiro/76 

Profª. Therezinha Teixeira Guimarães - Diretor 
Profª. Maria Anália Costa Moura - Vice-Diretor 
De fevereiro/76 a fevereiro/80 

Profª. Maria Anália Costa Moura - Diretor 
Profª. Alda Muniz Pepe - Vice-Diretor 
De fevereiro/80 a julho/83 

Profª. Alda Muniz Pepe - Vice em exercício 
De julho/83 a fevereiro/84 

Prof. Silvestre Ramos Teixeira - Substituto Eventual 
De fevereiro/84 a agosto/83 

Profª. Jandira Leite Simões - Diretor 
Profª. Dilza Maria Andrade Atta - Vice-Diretor 
De agosto/84 a agosto/88 

Prof. Edivaldo Machado Boaventura - Decano 
De agosto/88 a novembro/88 

Profª. Lucila Rupp de Magalhães - Diretor 
Profª. Ana Cristina Ruettimann Liberato - Vice-Diretor 
De novembro/88 a novembro/92 

Prof. José Oliveira Arapiraca - Diretor 
Profª. Nydia Lins Tourinho da Costa - Vice-Diretor 
De novembro/92 a março/93 

Prof. Menandro Celso de Castro Ramos - Vice-Diretor 
De março/93 a dezembro/97 
Diretor em Exercício 
De março/93 a dezembro/93 

Prof. Hermes Teixeira de Melo - Pro-Tempore 
De dezembro/93 a dezembro/94 

Profª. Iracy da Silva Picanço - Diretora
De janeiro/95 a janeiro/99

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     HISTÓRICO DA PÓS-GRADUAÇÃO

A política do governo federal da década de 70 de implantar cursos de pós-graduação nas universidades brasileiras, com a finalidade de promover a qualificação de pessoal docente, concretizou-se a área de educação a Universidade Federal da Bahia, através de um projeto de assistência técnica da UNESCO em 1970. Este projeto deu origem ao Programa de Pós-Graduação e Educação da Universidade Federal da Bahia. O programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia foi criado em 1972, quando teve início o Curso de Mestrado. Em 1992, como uma etapa conseqüente, teve início o Curso de Doutorado. A unificação do Mestrado com o Doutorado em Educação teve como princípios a flexibilidade curricular, a interdisciplinaridade e a integração ensino-pesquisa. Ao longo de sua existência, este programa vem contribuindo para a qualificação de docentes para as universidades do estado da Bahia, bem como de parte da região Nordeste, e também para a formação de profissionais que vêm ocupando cargos dirigentes em órgãos dos sistemas federal, estadual e municipal de ensino. Nesse período, também acumulou significativa experiência em matéria de estudos avançados, comportando-se como um importante centro de pesquisa educacional do Nordeste e do Brasil. Em 1994 este Programa de Pós-Graduação em Educação firmou convênio com a Universidade Estadual de Santa Cruz, iniciando uma turma de mestrado, visando a implantação, num futuro próximo, de um programa de pós-graduação da UESC.

Breve histórico dividido em três períodos:

O Primeiro Período • 1970-1974

Originando-se no Projeto de Assistência Técnica PNUD/UNESCO/UFBA, este programa cujo objetivo era o de promover a qualificação de pessoal na área de educação, teve sua primeira clientela formada basicamente de professores da Faculdade de Educação da UFBA, professores de Alagoas e Sergipe.

Os cursos ministrados, em face da forte demanda, tiveram todos o caráter seletivo, com a finalidade de garantir a qualidade do curso de pós-graduação.

Os professores do cursos e geral não pertenciam aos quadros da Faculdade de Educação, eram de outras unidades da UFBA ou estrangeiros.

Somente em 1972, o Conselho de Coordenação da UFBA, aprovou a proposta do Curso, que continha o Regimento Interno, Noras de Adaptação dos Alunos já inscritos e o currículo com uma única área de concentração: pesquisa educacional.

A primeira seleção constou de trinta e dois alunos e foi realizada a partir de provas escritas de Sociologia, Psicologia, e Estatística. Organizou-se, assim em 1972, a turma pioneira do Mestrado em Educação da UFBA.

O pedido inicial de credenciamento ao Conselho Federal de Educação foi enviado logo em 1972. No entanto, um parecer por parte do CFE, solicitando à Comissão Verificadora o envio de relatório circunstanciado, o seu encaminhamento sofreu solução de continuidade por vários anos. Mesmo tendo sido enviado outro processo de credenciamento em janeiro de 1975, este só foi efetivado em 1979pelo CFE.

Sugestões de linhas de pesquisa desse período

As dissertações de Mestrado, produzidas pelos alunos nesse período, sugerem tendências de linhas de pesquisa em número de três: análise de interações em sala de aula, educação e linguagem e relações entre educação, desempenho e variáveis sociais.

Essas tendências reitera o traço inicial característico da implantação da Faculdade de Educação, pois contém em seu bojo o conceito de ensino e a preocupação teórica das lideranças iniciais do programa.

As pesquisas nesse período foram essencialmente definidas pelo interesse dos professores e experiências dos alunos e a articulação do programa coma faculdade de Educação era realizada pela presença de professores da Faculdade como alunos do Mestrado. Em verdade, era um Mestrado em Educação para a Faculdade de Educação.*

As tendências das linhas de pesquisa desse período vão ser base das reformulações do período seguinte: que se caracterizará por uma mudança de objetivos, de clientela, de atividades de currículo e sua vinculação acadêmica na FACED.
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* Até fisicamente o programa se distanciava da FACED, pois funcionava na Escola de Enfermagem da UFBA

 

O Segundo Período -1975-1981

Este período caracterizou-se pelos esforços de sedimentação do Programa, cujos indicadores são os seguintes: 

Proposta de novo currículo com duas áreas de concentração: Ensino e Ciências Sociais Aplicadas à Educação (de início recursos humanos): 
Gradativa mudança de clientela e de corpo docente; 
Novo pedido de credenciamento ao CFE, aprovado nesse período; 
Preocupação mais acentuada em atividades de pesquisa, com a tentativa de definição de linhas; 
Algum apoio das agências de financiamento à pós-graduação e à pesquisa, como indicador de credibilidade; 
Implantação de um Simpósio Anual de Estudos e Pesquisas em Educação; 
Ampliação das atividades acadêmicas, com a realização de diversos cursos de especialização de Metodologia de Ensino Superior. 
Nesse período, o objetivo do Mestrado desloca-se da qualificação do pessoal docente para a formação de especialistas em educação e o desenvolvimento de linhas de pesquisa em assuntos de ensino e de ciências sociais.

As dissertações de mestrado nesse período reiteram a linha de pesquisa Interações em Sala de Aula e sedimentaram as novas tendências: educação e relações de poder, educação/mercado de trabalho, educação pré-escolar e educação no meio rural.

O corpo docente do Mestrado passou gradativamente a ser formado por professores da Faculdade de Educação, considerando-se que esses professores começaram a completar seus cursos de pós-graduação aqui e em outros países e a retornar às atividades normais da Faculdade.

O Surgimento dos Simpósios

O esforço de consolidar internamente o curso de Mestrado começou a se caracterizar pelo estreitamento de seus laços como curso de graduação da Faculdade de Educação e pelas tentativas de articular o Programa com outros similares do país e, particularmente do Nordeste. Nesse sentido, os Simpósios anuais, iniciados em 1978, foram ampliados com a participação de Programas de Pós-Graduação do Nordeste sobre pesquisa e Educação.

No entanto, as dificuldades de financiamento para projetos de pesquisa e para bolsas de estudo para os mestrandos permanecera nesse período, dificultando bastante o desenvolvimento do Programa.

Já nos últimos anos desse período dois pontos vinham se desenvolvendo: a crítica ao currículo e a necessidade, após credenciamento do CFE, da avaliação do curso feita pela CAPES o colocasse em nível que permitisse atendimento de maiores pleitos de financiamento e ampliação.

As críticas ao currículo geraram um projeto de avaliação do curso e esse projeto concluiu, sobre a parte substantiva do currículo:

A existência de duas áreas de concentração no currículo do Mestrado, esses dez anos, fortaleceu uma dicotomia indesejável em seu desenvolvimento: de um lado, a ênfase em questões educacionais ao nível micro (Ensino) e, do outro, atividades mais ligadas à pesquisa social, tomando com referência o processo educacional (Ciências Sociais Aplicadas À Educação).

Ao mesmo tempo, o Programa obteve a classificação em nível "B" resultante da avaliação da CAPES, o que permitiu o desenvolvimento de linhas de pesquisa financiadas e a oferta de bolsas para alunos de Mestrado.

Esses dois pontos dão origem ao terceiro período.

O Terceiro Período - A partir de 1982

A Faculdade de Educação, em geral, e o Mestrado em Educação, em particular, nos três últimos anos encetaram uma série de reflexões relacionadas com as dimensões políticas e epistemologia do que fazer educacional.

A dimensão política é traduzida nos questionamentos: a quem serve o que fazer educativo? A quem se destina a atividade educacional? A quem deve servir o educador? 

A dimensão epistemológica está centrada na tentativa de compreensão do processo da produção/reprodução do conhecimento pedagógico e na construção do objeto de conhecimento denominado educação. Fundamentalmente, essas reflexões giraram em torno da função social do processo de produção/reprodução do conhecimento pedagógico e da formação do educador.

Esses pontos que caracterizaram desse período do Mestrado em Educação.

Em função dessas reflexões, o Mestrado em Educação reformulou seu currículo. colocado como objetivo central do processo de produção/reprodução do conhecimento pedagógico, a Educação Brasileira.

Ao mesmo tempo, o Mestrado iniciou uma série de pesquisas relacionadas com a realidade da educação brasileira e, em particular, da educação na Bahia.

1999

De uma forma geral os objetivos do Curso de Pós-Graduação em Educação podem ser expressos nos seguintes tópicos:  

•  Formação de pesquisadores para as instituições, de modo mais geral; 
•  Desenvolvimento da atividade de pesquisa educacional, de modo a apreender mais significativamente o recorde da educação no contexto sócio-cultural; 
•  Interação entre pesquisadores reconhecidos, pesquisadores em formação, profissionais que trabalham no campo educacional e estudantes; 
•  Produção de conhecimentos a partir de análises de situações concretas no campo da educação e suas relações com a sociedade. 

Produção de referenciais teórico-metodológicos para compreensão do processo educativo e das relações educação-sociedade, de forma a subsidiar:

• a política de educação no conjunto das políticas governamentais; 
• a análise de programas e projetos educacionais em desenvolvimento; 
• as ações realizadas por instituições e entidades da sociedade civil no 
campo educacional; 
• a redefinição do currículo e das práticas educativas em vigência; 
• intercâmbio institucional entre as universidades da região e outros
componentes do sistema educacional, bem como instituições da sociedade
civil da região. 

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