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A política
do governo federal da década de 70 de implantar cursos de
pós-graduação nas universidades brasileiras,
com a finalidade de promover a qualificação de pessoal
docente, concretizou-se a área de educação
a Universidade Federal da Bahia, através de um projeto de
assistência técnica da UNESCO em 1970. Este projeto
deu origem ao Programa de Pós-Graduação e Educação
da Universidade Federal da Bahia. O programa de Pós-Graduação
em Educação da Universidade Federal da Bahia foi criado
em 1972, quando teve início o Curso de Mestrado. Em 1992,
como uma etapa conseqüente, teve início o Curso de Doutorado.
A unificação do Mestrado com o Doutorado em Educação
teve como princípios a flexibilidade curricular, a interdisciplinaridade
e a integração ensino-pesquisa. Ao longo de sua existência,
este programa vem contribuindo para a qualificação
de docentes para as universidades do estado da Bahia, bem como de
parte da região Nordeste, e também para a formação
de profissionais que vêm ocupando cargos dirigentes em órgãos
dos sistemas federal, estadual e municipal de ensino. Nesse período,
também acumulou significativa experiência em matéria
de estudos avançados, comportando-se como um importante centro
de pesquisa educacional do Nordeste e do Brasil. Em 1994 este Programa
de Pós-Graduação em Educação
firmou convênio com a Universidade Estadual de Santa Cruz,
iniciando uma turma de mestrado, visando a implantação,
num futuro próximo, de um programa de pós-graduação
da UESC.
Breve
histórico dividido em três períodos:
O
Primeiro Período • 1970-1974
Originando-se
no Projeto de Assistência Técnica PNUD/UNESCO/UFBA,
este programa cujo objetivo era o de promover a qualificação
de pessoal na área de educação, teve sua primeira
clientela formada basicamente de professores da Faculdade de Educação
da UFBA, professores de Alagoas e Sergipe.
Os
cursos ministrados, em face da forte demanda, tiveram todos o caráter
seletivo, com a finalidade de garantir a qualidade do curso de pós-graduação.
Os
professores do cursos e geral não pertenciam aos quadros
da Faculdade de Educação, eram de outras unidades
da UFBA ou estrangeiros.
Somente
em 1972, o Conselho de Coordenação da UFBA, aprovou
a proposta do Curso, que continha o Regimento Interno, Noras de
Adaptação dos Alunos já inscritos e o currículo
com uma única área de concentração:
pesquisa educacional.
A
primeira seleção constou de trinta e dois alunos e
foi realizada a partir de provas escritas de Sociologia, Psicologia,
e Estatística. Organizou-se, assim em 1972, a turma pioneira
do Mestrado em Educação da UFBA.
O
pedido inicial de credenciamento ao Conselho Federal de Educação
foi enviado logo em 1972. No entanto, um parecer por parte do CFE,
solicitando à Comissão Verificadora o envio de relatório
circunstanciado, o seu encaminhamento sofreu solução
de continuidade por vários anos. Mesmo tendo sido enviado
outro processo de credenciamento em janeiro de 1975, este só
foi efetivado em 1979pelo CFE.
Sugestões
de linhas de pesquisa desse período
As
dissertações de Mestrado, produzidas pelos alunos
nesse período, sugerem tendências de linhas de pesquisa
em número de três: análise de interações
em sala de aula, educação e linguagem e relações
entre educação, desempenho e variáveis sociais.
Essas
tendências reitera o traço inicial característico
da implantação da Faculdade de Educação,
pois contém em seu bojo o conceito de ensino e a preocupação
teórica das lideranças iniciais do programa.
As
pesquisas nesse período foram essencialmente definidas pelo
interesse dos professores e experiências dos alunos e a articulação
do programa coma faculdade de Educação era realizada
pela presença de professores da Faculdade como alunos do
Mestrado. Em verdade, era um Mestrado em Educação
para a Faculdade de Educação.*
As
tendências das linhas de pesquisa desse período vão
ser base das reformulações do período seguinte:
que se caracterizará por uma mudança de objetivos,
de clientela, de atividades de currículo e sua vinculação
acadêmica na FACED.
____________
* Até fisicamente o programa se distanciava
da FACED, pois funcionava na Escola de Enfermagem da UFBA
O
Segundo Período -1975-1981
Este
período caracterizou-se pelos esforços de sedimentação
do Programa, cujos indicadores são os seguintes:
Proposta
de novo currículo com duas áreas de concentração:
Ensino e Ciências Sociais Aplicadas à Educação
(de início recursos humanos):
Gradativa mudança de clientela e de corpo docente;
Novo pedido de credenciamento ao CFE, aprovado nesse
período;
Preocupação mais acentuada em atividades
de pesquisa, com a tentativa de definição de linhas;
Algum apoio das agências de financiamento à
pós-graduação e à pesquisa, como indicador
de credibilidade;
Implantação de um Simpósio Anual
de Estudos e Pesquisas em Educação;
Ampliação das atividades acadêmicas,
com a realização de diversos cursos de especialização
de Metodologia de Ensino Superior.
Nesse período, o objetivo do Mestrado desloca-se
da qualificação do pessoal docente para a formação
de especialistas em educação e o desenvolvimento de
linhas de pesquisa em assuntos de ensino e de ciências sociais.
As
dissertações de mestrado nesse período reiteram
a linha de pesquisa Interações em Sala de Aula e sedimentaram
as novas tendências: educação e relações
de poder, educação/mercado de trabalho, educação
pré-escolar e educação no meio rural.
O
corpo docente do Mestrado passou gradativamente a ser formado por
professores da Faculdade de Educação, considerando-se
que esses professores começaram a completar seus cursos de
pós-graduação aqui e em outros países
e a retornar às atividades normais da Faculdade.
O
Surgimento dos Simpósios
O
esforço de consolidar internamente o curso de Mestrado começou
a se caracterizar pelo estreitamento de seus laços como curso
de graduação da Faculdade de Educação
e pelas tentativas de articular o Programa com outros similares
do país e, particularmente do Nordeste. Nesse sentido, os
Simpósios anuais, iniciados em 1978, foram ampliados com
a participação de Programas de Pós-Graduação
do Nordeste sobre pesquisa e Educação.
No
entanto, as dificuldades de financiamento para projetos de pesquisa
e para bolsas de estudo para os mestrandos permanecera nesse período,
dificultando bastante o desenvolvimento do Programa.
Já
nos últimos anos desse período dois pontos vinham
se desenvolvendo: a crítica ao currículo e a necessidade,
após credenciamento do CFE, da avaliação do
curso feita pela CAPES o colocasse em nível que permitisse
atendimento de maiores pleitos de financiamento e ampliação.
As
críticas ao currículo geraram um projeto de avaliação
do curso e esse projeto concluiu, sobre a parte substantiva do currículo:
A
existência de duas áreas de concentração
no currículo do Mestrado, esses dez anos, fortaleceu uma
dicotomia indesejável em seu desenvolvimento: de um lado,
a ênfase em questões educacionais ao nível micro
(Ensino) e, do outro, atividades mais ligadas à pesquisa
social, tomando com referência o processo educacional (Ciências
Sociais Aplicadas À Educação).
Ao
mesmo tempo, o Programa obteve a classificação em
nível "B" resultante da avaliação da CAPES,
o que permitiu o desenvolvimento de linhas de pesquisa financiadas
e a oferta de bolsas para alunos de Mestrado.
Esses
dois pontos dão origem ao terceiro período.
O
Terceiro Período - A partir de 1982
A
Faculdade de Educação, em geral, e o Mestrado em Educação,
em particular, nos três últimos anos encetaram uma
série de reflexões relacionadas com as dimensões
políticas e epistemologia do que fazer educacional.
A
dimensão política é traduzida nos questionamentos:
a quem serve o que fazer educativo? A quem se destina a atividade
educacional? A quem deve servir o educador?
A
dimensão epistemológica está centrada na tentativa
de compreensão do processo da produção/reprodução
do conhecimento pedagógico e na construção
do objeto de conhecimento denominado educação. Fundamentalmente,
essas reflexões giraram em torno da função
social do processo de produção/reprodução
do conhecimento pedagógico e da formação do
educador.
Esses
pontos que caracterizaram desse período do Mestrado em Educação.
Em
função dessas reflexões, o Mestrado em Educação
reformulou seu currículo. colocado como objetivo central
do processo de produção/reprodução do
conhecimento pedagógico, a Educação Brasileira.
Ao
mesmo tempo, o Mestrado iniciou uma série de pesquisas relacionadas
com a realidade da educação brasileira e, em particular,
da educação na Bahia.
1999
De
uma forma geral os objetivos do Curso de Pós-Graduação
em Educação podem ser expressos nos seguintes tópicos:
• Formação de pesquisadores para
as instituições, de modo mais geral;
• Desenvolvimento da atividade de pesquisa educacional, de
modo a apreender mais significativamente o recorde da educação
no contexto sócio-cultural;
• Interação entre pesquisadores reconhecidos,
pesquisadores em formação, profissionais que trabalham
no campo educacional e estudantes;
• Produção de conhecimentos a partir de análises
de situações concretas no campo da educação
e suas relações com a sociedade.
Produção de referenciais teórico-metodológicos
para compreensão do processo educativo e das relações
educação-sociedade, de forma a subsidiar:
•
a política de educação no conjunto das políticas
governamentais;
• a análise de programas e projetos educacionais em desenvolvimento;
• as ações realizadas por instituições
e entidades da sociedade civil no
campo educacional;
• a redefinição do currículo e das práticas
educativas em vigência;
• intercâmbio institucional entre as universidades da região
e outros
componentes do sistema educacional, bem como instituições
da sociedade
civil da região.
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