Rozane Suzart
Autonomia? Como usar isso na Educação?
Os limites estão começando a se a estender-se, e, cada vez mais, admitimos novas possibilidades de novas concepções sobre o entendimento da vida, e do mundo. Percebemos as imensas probabilidades de formas e ângulos a enxergamos numa mesma situação, e a aceitação da diversidade nos seres já é algo quase que geral na sociedade. Não é a toa as discussões e debates dos educadores a cerca da diversidade, que mesmo sendo tão natural e notória nos amedronta. Não é por acaso os diversos escritos, e produção científica sobre tecnologia e educação, avanços e novidades nesse âmbito, que embora estejam obedecendo o caminho normal, evolutivo do ser humano, ainda nos defendemos.
Mas, por que será que ainda resistimos tanto a nos perceber livres e capazes? Por que é que nós ainda não nos admitimos, todos, com potencial suficiente para refletir e se auto gerir, se as práticas humanas , embora diferentes nos apontam que podemos e devemos responsabilizar-mos por nosso processo formador?
Porém, o problema está aí. Todos nós já sabemos disso. Mas criamos a organização social, e usamos nosso poder criativo só dentro dos limites dessa organização, embora a própria organização peça uma atuação diferente, por que senão evoluímos de um lado, pra um aspecto, e regredimos de outro pra um outro aspecto, e assim sucessivamente e por diante...
Autonomia sem liberdade não existe. E liberdade com limites, não é liberdade. E educação sem autonomia, não é Educação. Por que a Educação implica na possibilidade de reflexão, e não dá pra refletir sem autonomia, por que a reflexão é livre e sem limites. E quando tem limites no pensar, logo no agir, como se formar seres autônomos?