A REGIÃO DO IGUAPE 

 

Povoado de São Francisco do Paraguaçu 

 
O Povoado
Convento de Santo Antônio
Azulejaria
Calendário de Festas
Comer & Dormir
Outros Locais
Como Chegar
Como Sair
O povoado de São Francisco do Paraguaçu  pertence ao distrito de Iguape, município de  Cachoeira no Recôncavo baiano e é São Francisco do Paraguçu - Rua do Portobanhado pelo rio Paraguaçu, distante 110 km de Salvador, por via terrestre, sendo a distância por via fluvial-marítima de 30 km, possuindo para tanto uma ponte de atracação, construída em 1964 e utilizada pela Companhia de Navegação Bahiana que manteve uma linha diária para a Capital e vice-versa até o final da década de 70. 

O Vale do Paraguaçu, habitado pelos índios tupinambás, começou a ser ocupado pelos colonizadores portugueses a partir da segunda metade do século XVI, principalmente durante o governo de Mem de Sá. A resistência indígena foi grande e longa foi a luta contra os colonizadores  que queimaram mais de 100 aldeias durante a chamada Guerra do Paraguaçu, e aí se instalaram, com os primeiros agrupamentos surgindo na área do Iguape. 

A primeira metade do século XVII foi bastante difícil para os índios, devido ao reacendimento das hostilidades com os colonizadores e à passagem devastadora dos holandeses. Pela grande importância da existência de pequenos braços de mar, elemento agradável ao português e via por excelência para deslocamentos e conseqüente fixação nos sítios mais ricos e aprazíveis, o Vale do Paraguaçu representou um rico território a ser ocupado.

O povoado de São Francisco do Paraguaçu  tem sua origem no ciclo da cana-de-açúcar  e faz parte da  bacia do Iguape, a qual sofre bastante a influência do mar. Possui  boas condições climáticas a muitos cultivos, terreno fértil, inclusive de massapê, vasta área coberta de mata remanescente da Mata Atlântica e vegetação litorânea típica, destacando-se o mangue branco "sapateiro" e, devido a salinidade das águas do rio, a fauna predominante é também marinha, consistindo em fonte de renda e de alimentação. 

CONVENTO DE SANTO ANTÔNIO DO PARAGUAÇU 

história do povoado está incrustada na própria história maior do Brasil, pois nele está edificada a obra  da congregação franciscana, o Convento de Santo Antônio do Paraguaçu, o primeiro a ser estabelecido no Brasil logo após a independência da custódia  religiosa de Lisboa. 

A fundação do Convento ocorreu em 1649 mas a primeira pedra  só foi lançada 9 anos depois, na presença do guardião, Frei Ângelo Nascimento. Inicialmente os frades construíram uma pequena capela a N. Srª da Glória e pequeno Cruzeiro (ambos já destruídos) na área chamada Pontal e  supõe-se que as obras da Igreja duraram apenas 2 anos e o convento levaria 28 anos para ser concluído (1686), repleto de obras de arte como imagens, pinturas e móveis. 

Neste Convento funcionou um Noviciado, o segundo a ser construído no Brasil, onde os jovens eram admitidos para se tornarem novos sacerdotes e muitos deles foram figuras importantes como Frei Antônio de Santa Maria Jaboatão, autor do "Novo Orbe Seráfico Brasílico",  registro da história dos franciscanos no Brasil. 

Ali também funcionou durante 43 anos um pequeno hospital com enfermaria, chamado Hospital de N. Srª de Belém, e muitos serviços ele prestou em 1686 quando ocorreu a epidemia da febre amarela, chamada "peste da bicha", servindo às diversas comunidades da região, até ser transferido em 1729 para cidade de Cachoeira, onde seria construído o hospital que futuramente seria levado à categoria de Santa Casa de Misericórdia. 

Com a proibição imperial de admitir noviços (1855), vários conventos foram abandonados e posteriormente, Convento e Igreja foram doados à Arquidiocese da Bahia. Em 19 / 02/ 1915  o Arcebispo D. Jerônimo Tomé da Silva assina Portaria designando uma comissão para proceder levantamento do estado do Convento, autorizando demolição e venda das terras para financiar reparos e manutenção da Igreja, sacristia e corredores e tal decisão acelerou a ruína do patrimônio que foi duramente espoliado. 

O imóvel foi tombado em 1941 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, que ali tem realizado trabalhos de conservação e consolidação das estruturas e restauração das imagens. 

AZULEJARIA e IMAGINÁRIA 

Os azulejos foram bastante utilizados  no embelezamento do monumento, restando  atualmente apenas a barra da nave. 

Ao todo são 14 imagens sacras de rara beleza  e encontram-se na Capela de N. Srª da Glória situada na Praça São José, onde a comunidade celebra seus festejos religiosos.

CALENDÁRIO DE FESTIVIDADES
      • Janeiro - ( último sábado) - Lavagem do Cruzeiro 
      • Abril - Sábado de Aleluia- Queima de Judas 
      • Maio - Nossa Senhora da Glória 
      • Junho - Santo Antônio 
      • Agosto - São Roque 
      • Outubro - São Francisco 
      • Dezembro - o Natal é a festa mais concorrida, com missa,  procissão e festa dançante que ocorre na Praça, trazendo visitantes de vários lugares.


      localidade tem seguidores de diversas correntes religiosas e o forte traço do Candomblé, que teve em Lício de Oxossi o seu mais famoso Pai de Santo, para cuja festa de Ano-Novo acorriam  saveiros repletos de visitantes de todo Recôncavo. As rezadeiras também tem seu lugar assegurado na religiosidade popular e Nicinha, rezadeira, parteira e cantora é uma das mais representativas. 

      A pesca, a extração de marisco e a plantação de roças são as principais fontes de renda de boa parcela da comunidade de aproximadamente 1.500 habitantes distribuídos em quase quatrocentas casas de terreno rendeiro, espalhadas em cinco ruas e uma praça com belos tamarineiros. 

      O pequeno comércio local tem suas "vendas" e alguns serviços como de barbearia (que pode atender a domicílio) o da "Carpintaria El Dourado" e estaleiro de Roque para conserto das embarcações. 

      A comunidade dispõe de água encanada, eletrificação, posto telefônico (075-2296152), escola de nível I, serviço de alto-falante,  Posto Médico e Biblioteca. 

ONDE COMER  E  DORMIR 
      • Restaurante "Meu Cantinho" - Praça São José 
      • Restaurante e Pensão de Seu José - Praça São José 
      • Restaurante  e Pensão de Edinaide - Rua do Porto 
      • Sorveteria  e lanchonete - Praça   São José 
      • Sorveteria - Rua do Porto 
      Em todos os restaurantes serve-se boa comida baiana, com moquecas de peixe, de caranguejo, de siri, ostra e aratu.. 
O QUE HÁ MAIS PARA SE FAZER 

isitar a exposição fotográfica com a história do povoado na Biblioteca, alugar uma embarcação com bom mestre e conhecer a bacia do Iguape bastante propícia a esportes náuticos, as capelas  e  ruínas de engenhos, ilha dos Franceses, as localidades de São Tiago, Nagé, Coqueiro, Maragogipe ... tomar banho na coroa próxima à ilha das Garças,  pescar no cais, alugar cavalo e contratar guia para visitar as praias de Saubara. 
 
 

 
COMO CHEGAR 

Empresa Camurujipe  ( 071)  3580109 
Diariamente, a partir das 5h, ônibus da rodoviária de Salvador para Cachoeira e Santo Amaro 
2ª a sábado: às 13 e 17 h  ônibus saindo da Rodoviária de Santo Amaro 

Empresa Transrocha 
2ª, 4ª e 6ª : às 11 h  e às 13 h saindo do Jardim Grande - Cachoeira 
3ª, 5ª e Sábado - às 12 h  saindo do Jardim  Grande - Cachoeira 

COMO SAIR 

 2ª a sábado 

  •  às 05 h saindo para Cachoeira - Transrocha 
  •  às 16 h saindo para Santo Amaro - Camurujipe 

  • É quase certo o visitante retornar ... o clima, a receptividade dos moradores e a tranqüilidade do lugar são atrativos muito fortes. 

    Quem ainda não  foi conhecer as belezas naturais e a história do Iguape, está na hora de ir !! 

                 Elaboração - BIBLIOTECA JOÃO ANTONIO DE SANTANA 
                    Praça São José  s/n - São Francisco do Paraguaçu 
                    Funcionamento- 2ª a 6ª - das 9 às 11 e das14 às 16

     
    Biblioteca João Antonio Santana