UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
COLEGIADO DE PEDAGOGIA
Aluna:
CRISTIANE SANTOS DE FREITAS
Monografia:
EDUCAÇÃO NA CIBERCULTURA: A APRENDIZAGEM NA ERA DA INFORMAÇÃO
Cristiane Santos de Freitas traz para a discussão a questão da atuação da escola e dos sujeitos do processo ensino-aprendizagem diante da nova demanda informacional. Para isso, fundamenta seu trabalho na pesquisa bibliográfica. A partir desta, procura compreender o contexto da cibercultura, os usos da Internet na escola, aqui centrando seu foco na questão da pesquisa na rede e, por último, as possibilidades e vantagens do uso da rede.
Considero que o problema de pesquisa de Cristiane é bastante amplo para uma monografia, embora ela tenha, nos dois primeiros capítulos, tentado direcioná-lo para a questão da pesquisa na rede. Poderia ter elencado este como seu problema de pesquisa. Neste caso, seu terceiro capítulo ficaria solto, pois ela não estabelece relações entre a pesquisa e os canais de comunicação e interatividade da rede. No entanto, é somente neste terceiro capítulo que ela traz a perspectiva de uso da rede para produção (p. 35) e aprendizagem colaborativa, embora sem estabelecer vínculos com a questão da pesquisa.Portanto, percebo uma falta de sintonia desse terceiro capítulo com os demais.
Quanto à questão conceitual, Cristiane busca referenciais em autores que extrapolam a perspectiva instrumentalista de uso das TIC, mas em sua redação acaba afirmando essa perspectiva, como podemos verificar às páginas 23, 24, 26, 31, 32. Então, nas considerações finais (p. 42), afirma que são mais do que meros s instrumentos de aprendizagem.
Cabe também questionar a aluna quanto a outros conceitos e afirmações:
- autonomia – p. 12, 33
- computador como instrumento de comunicação de massa – p. 13
- TIC é um aperfeiçoamento das tecnologias – p., 13
- defensores e críticos da cibercultura – p. 16
- realidade – p. 17
- histórico de informatização das escolas no Brasil – p. 20
- resistência dos professores – p. 23
- construtivismo/ individualismo – p. 22, 24
- relação entre dado, informação, conhecimento e saber – p. 26
- interdisciplinaridade – p. 27
- má aprendizagem/ caminho do erro – p. 27
- reformulação de metodologias – p. 28
- interação e interatividade – p. 34
- comunidades virtuais – 37
- sociedade da informação / sociedade do conhecimento – p. 38
Considero o texto que Cristiane apresenta em sua monografia, para ser analisado, um texto claro, com uma boa articulação, embora com alguns problemas de concordância, para o que recomendo uma revisão.
Salvador, 14 de fevereiro de 2006
Maria Helena Silveira Bonilla
Profa. FACED/UFBA