Glossário
de ZoologiaEcologia
Abiogênese:
teoria que admite que os seres vivos se originam da matéria
bruta, espontânea e rapidamente.
Abiótico:
conjunto de condições físicas de um ambiente, como ar, luz,
temperatura, água etc.
Abissal:
que habita águas profundas.
Acasalamento ao
acaso:
sistema de acasalamento em que cada fêmea tem chance igual de
se acasalar com qualquer reprodutor durante uma estação de
monta. Acasalamento ao acaso é necessário para testes de
progênie precisos.
Acasalamento
associativo:
acasalamento de indivíduos fenotipicamente semelhantes.
Embora o fenótipo seja produto tanto do genótipo quanto do
meio ambiente, tais indivíduos têm maiores chances de
carregar os mesmos alelos para genes que determinam a
morfologia.
Acasalamento
associativo:
situação em que o acasalamento entre machos e fêmeas não
é aleatório, e envolve uma tendência de machos de um
particular tipo acasalarem-se preferencialmente com fêmeas de
um determinado tipo de população.
Acelomado:
sem celoma. (Gr. A, sem + koiloma, cavidade, de koilos, oco).
Acetabulária:
alga marinha verde, unicelular, chegando a medir 3 cm de
altura.
Ácido
úrico:
produto nitrogenado, presente na excreção dos répteis e
aves.
Actinomórfica:
diz-se da flor regular susceptível de sesseção por dois ou
mais planos verticais.
Adaptação:
Evolução. Qualquer característica dos seres vivos que, no
seu ambiente, lhes aumenta as possibilidades de sobrevivência
e de reprodução, relativamente àqueles que são desprovidos
de tais características.
Adaxial:
diz-se da sua superfície voltada para o caule.
Adoral: próximo
à boca. (L. ad, na direção de + oris, boca).
Adutor: um
músculo que aproxima uma parte do eixo mediano do corpo ou
que aproxima duas partes. (L. ad, para +duco, conduzo).
Aeróbio:
são organismos para os quais o oxigênio livre do ar e
imprescindível à vida.
Aerobiose:
condição de vida em presença do oxigênio livre.
Aferente: levar
para uma determinada região; vaso ou nervo que conduz sangue
ou impulsos para uma determinada posição. (L. ad, para +
fero, levar).
Albinismo: falta
de pigmento, normalmente presente. (L. albus, branco).
Albúmen:
clara do ovo das aves e de alguns répteis.
Alóctone:
quem ou que veio de fora; que não é indígena da região;
estrangeiro.
Ambiente:
todas condições externas (não genéticas) que influenciam
determinada característica.
Amebóide: parecido
com ameba; relativo a movimentos celulares (emissão de pseudópodos)
que se assemelham aos da ameba. (Gr. Amoibe, mudar).
Amniota:
vertebrado que desenvolve um âmnio durante seu
desenvolvimento embrionário – répteis, aves e mamíferos.
(L. Amniota).
Amônia:
excreta nitrogenado extremamente tóxico. Devido à sua
toxicidade, precisa ser rapidamente eliminado do corpo do
animal ou convertido em produto menos tóxico.
Amostra:
subconjunto de uma população a partir do qual são estimadas
as propriedades e características dessa
Anabolismo:
processo químico de construção da matéria viva, que se
passa no organismo a nível celular.
Anaeróbio:
que vive na ausência de oxigênio livre ( gasoso ou
dissolvido).
Anaerobiose:
ao contrário, é a condição de vida na ausência do oxigênio
livre.
Anastomose:
união ou comunicação de 2 ou mais artérias, veias ou
outros vasos. (Gr. Ana, outra vez + stoma, boca).
Androceu:
é o conjunto de elementos masculinos, os estames, da flor das
angiospermas.
Anemofilia:
polinização pelo vento.
Anfíbio:
capaz de viver tanto na terra como na água, como rã. (Gr.
Amphi, em ambos os lados + bio, vida).
Anficélico:
côncavo nas duas extremidades,
como o centro de algumas
vértebras. (Gr. Amphi, emambos os lados + koilos, oco).
Anfioxo:
animal cordado, invertebrado, pertencente à classe dos
cefalocordados.
Angiosperma:
classe da divisão das traqueófitas caracterizada por
apresentar ovário na flor.
Antímero:
uma das várias partes similares ou equivalentes em que um
animal de simetria radial pode ser dividido. (Gr. Anti, contra
+ meros, parte).
Antocianina:
pigmento comum nos vegetais, que pode manifestar vários tons
de roxo-avermelhado e roxo-azulado, conforme o pH da célula.
Apical:
no ápice ou cume, como no de uma estrutura cônica. (L. apex,
cume, ponta).
Aquacultura:
métodos de criação de animais aquáticos.
ave
que migra periodicamente.
Arborícola:
que vive nas árvores. (L. arbor, árvore).
Assimilação:
processo pelo qual os seres vivos incorporam ao se organismo
substâncias necessárias para sua sobrevivência. (L. ad,
para + similis, semelhante).
Associação:
o maior grupo de vegetação natural que é possível
reconhecer.
Atavismo:
recorrência nos descendentes, depois de várias ou muitas
gerações , de caráter existente num antepassado.
Ato reflexo:
ato resultante de um impulso sensitivo eferente em um centro
nervoso e sua reflexão como impulso motor eferente
independente de centros nervosos mais complexos ou do encéfalo.
Resposta automática a um estímulo. (L. re, volta + flecto,
curso).
Atrofia:
diminuição do volume de um órgão, ou da quantidade ou do
constituinte de um tecido.
Autóctone:
termo que significa “nativo”.
Auto-ecologia:
ecologia das espécies consideradas individualmente em oposição
ao seu estudo quando integradas em comunidades.
Autonomia:
a quebra ou eliminação automática e “voluntária” de
uma parte de um animal. (Gr. Autos, próprio + temno, cortar).
Autossomo:
qualquer cromossomo simples quando confrontado com um
cromossomo sexual. (Gr. Autos, próprio + soma, corpo).
Autótrofo:
capaz de sintetizar compostos orgânicos diretamente de
compostos inorgânicos; ser vivo que fabrica o próprio
alimento. (Gr. Autos, pôr si próprio + trepho, alimentar).
Aves migratórias (aves
de arribação): qualquer espécie de
Axônio:
o processo de uma célula nervosa que conduz impulsos a partir
do corpo celular, do qual é uma parte. (Gr. Axon, eixo).
Baga:
fruto carnoso, de pericarpo abundante, túrgido, macio e, na
maioria das vezes, comestível, como a laranja, o abacate e a
uva.
Bento:
conjunto de seres do bioma aquático que vivem em relação
com o fundo submerso.
Bienal:
planta cujo ciclo de vida, desde a germinação até a produção
das sementes e morte se completa em dois anos.
Bioacumulação:
lenta acumulação de uma substância ou elemento químico no
corpo de uma vegetal ou animal.
Biocenose
(Comunidade biótica, associação): é
um
conjunto de populações de animais ou vegetais, ou de ambos,
que vivem em determinado local. Constitui a parte dos
organismos vivos de um ecossistema.
Biocida:
substâncias químicas, de origem natural ou sintética,
utilizadas para controlar ou eliminar plantas ou organismos
vivos considerados nocivos às atividades humanas ou a saúde.
Bioclima:
relação entre o clima e os organismos vivos.
Biogênese:
teoria que admite que os seres vivos somente se originam pela
reprodução de outros seres vivos.
Bioma:
a unidade biótica de maior extensão geográfica,
compreendendo várias comunidades em diferentes estados de
evolução.
Biomassa:
é o peso total de todos os organismos vivos de uma ou várias
comunidades, por uma unidade de área.
Biometria:
Aplicação da matemática ao estudo dos seres vivos.
Bionomia:
estudo das relações de um ser vivo ou de uma população de
seres vivos com o seu ambiente, vivo ou inanimado.
Biosfera:
conjunto formado por todos os ecossistemas da Terra. Constitui
a porção do planeta habitada por seres vivos.
Biota:
conjunto dos componentes vivos (bióticos) de um ecossistema.
Biótico:
conjunto de seres vivos de um ambiente.
Biótopo:
significa o lugar em que a comunidade vive.
Birreme:
constituindo de ou portador de 2 remos, como um apêndice de
crustáceo. (L. bis, duas vezes + ramus, ramo).
Blastodisco:
área germinativa de um ovo rico em vitelo e que dá origem ao
embrião. (Gr. Blastos, germe + diskos, disco).
Blastômero:
uma das primeiras células formadas pela divisão do ovo. (Gr.
Blastos, germa + meros, parte).
Blastóporo:
a abertura semelhante a uma boca de uma gástrula. (Gr.
Blastos, germe + poros, passagem).
Blástula:
estágio precoce de um embrião, geralmente uma esfera oca de
células. (Gr. Dim. de blastos, germe).
Brânquia:
órgão para respiração aquática.
Braquial:
relativo às extremidades anteriores ou apêndices peitorais.
(L. brachium, braço).
Briófita:
planta avascular, cormófita, criptógama e terrestre
(predominantemente).
Brônquio:
uma das grandes ramificações da traquéia, que conduz ar aos
pulmões dos vertebrados. (Gr. Bronchos, traquéia-artéria).
Broto:
parte de um animal que cresce e evagina para produzir um novo
indivíduo ou uma parte.
Caatinga:
formação vegetal típica da região Nordeste.
Cadeia alimentar
ou cadeia trófica:
seqüência simples de transferência de energia entre os
organismos de uma comunidade,
em que cada nível trófico
é ocupado por uma única espécie.
Caloria:
unidade de calor. Pequena caloria (cal.), quantidade de calor
necessária para elevar de 1º C a temperatura de 1 grama de
água (a 15ºC).
Campos:
são vegetações rasteiras, onde predominam as plantas herbáceas.
As árvores e os arbustos aparecem espalhados ou em lugares úmidos
e ao lado de rios.
Capilar:
um vaso sangüíneo diminuto com paredes compostas de uma única
camada de células finas, através do qual pode ocorrer difusão;
comumente formando uma rede entre as artérias e as veias. (L.
capillus, cabelo).
Caracteres sexuais
secundários:
os caracteres que distinguem um sexo do outro, mas que não
funcionam diretamente na reprodução.
Carapaça:
a casca dura dorsal de tartaruga e crustáceos.
Caráter:
característico. Aspecto, peculiaridade ou propriedade de um
organismo. (Gr.).
Caráter adquirido:
caráter que se origina durante a vida de um indivíduo devido
ao ambiente ou a uma causa funcional.
Caráter dominante:
caráter de um dos pais que se manifesta na descendência,
excluindo o caráter contrastante (recessivo) do outro
genitor.
Caráter ligado ao
sexo:
um caráter cujo gene está localizado no cromossomo sexual.
Caráter limitado
ao sexo:
caráter que ocorre apenas em um dos sexos; freqüentemente um
caráter sexual secundário.
Caráter recessivo:
um caráter de um dos pais que permanece sem manifestação na
descendência quando associado com o caráter dominante
correspondente do outro genitor. (L. recessus, indo para trás).
Caráter unitário:
característica que se comporta mais ou menos como uma unidade
na hereditariedade e pode ser herdada independentemente de
outras características.
Cardíaco:
relativo ou próximo do coração. (Gr. Kardia, coração).
Carenadas:
todas as aves atuais com exceção das ratites.
Cariopse:
fruto seco indeiscente, minúsculo, que se desenvolve em
infrutescências do tipo
Cariótipo:
todas as características do conjunto de cromossomos de uma célula
somática, incluindo o tamanho, a forma e o número. (Gr.
Karyon, amêndoa, noz ou semelhante a uma noz;
pôr este motivo é usado no vocabulário científico
com o significado de núcleo).
Carpelo:
megaesporófilo das angiospermas.
Catabolismo:
a decomposição de substâncias mais complexas no
protoplasma. (Gr. Kata, para baixo + ballo, arremesso).
Ceco:
uma bolsa ou extensão saculiforme no trato digestivo, fechada
na extremidade externa. (L. caecus, cego).
Cefálico:
pertencente à ou em direção da cabeça. (Gr. Kephale, cabeça).
Celoma:
cavidade do corpo ou espaço entre a parede do corpo e os órgãos
internos em muitos animais metazoário, revestido por um peritônio
(mesoderma). (Gr. Koilos, oco).
Celomoduto:
ducto derivado do mesoderma e que conduz gametas ou produtos
de excreção (ou ambos) do celoma para o exterior. (Gr.
Koilos, oco + L. duco, conduzo).
Célula
germinativa:
célula reprodutora ou gameta (espermatozóide ou óvulo) de
um organismo multicelular.
Célula-flama:
um tipo de célula excretora terminal, oca, contendo um grupo
de cílios que batem (como uma chama). (L. cella, pequeno
quarto, cela).
Celulose:
constituinte fundamental da parede celular, em todas as
plantas superiores, numerosas algas e alguns fungos.
Cenospécie:
Grupo de espécies relacionadas por serem capazes de se
hibridarem direta ou indiretamente.
Centro:
o corpo, de uma vértebra, que apresenta processos.
Cerda:
uma estrutura delgada e dura. (L., cerda).
Cervical:
pertencente ao pescoço. (L. cervix, pescoço).
Chordata:
o filo dos animais com notocorda persistente ou transitória;
inclui os vertebrados, anfioxos e tunicados; os cordados. (L.
chorda, cordão).
Cianófita:
organismo unicelular, procarionte, autótrofo
fotossintetizante.
Ciclo populacional:
elevação e queda periódicas do número de indivíduos de
uma população.
Ciclo vital:
Série progressiva de alterações sofridas por um organismo,
ou por uma sucessão linear de organismos, desde a fecundação
até a morte, ou até a morte da fase produtora dos gametas
que iniciam uma idêntica série de alterações.
Ciclose:
movimento de circulação promovido pelo citoplasma, em células
vegetais, ao redor de grandes vacúolos de suco celular.
Cílio:
processo microscópico com forma de cabelo, preso a uma superfície
livre da célula; geralmente numerosos, frequentemente
arranjados em fileiras capazes de vibrar. (L., pálpebra).
Cimeira:
tipo de enflorescência.
Ciófita:
designação comum dada às plantas que medram em lugares
sombrios.
Circulação sistêmica:
parte do sistema circulatório que não está diretamente
envolvida na respiração. (Gr. Systema, organização, de
syn, junto + histemi, ficar).
Cirro:
estrutura ou apêndice pequeno, delgado e geralmente flexível.
(L., tufo de pêlos).
Cisto:
membrana resistente e protetora formada em redor de um protozoário
ou outro organismo pequeno durante condições desfavoráveis
ou durante a reprodução; pequeno saco ou cápsula. (Gr.
Kystis, bexiga).
Citocinese:
parte de ciclo de vida celular no qual a célula se divide.
(Gr. Kitos, oco + kinesis, movimento).
Citoplasma:
a parte da célula situada pôr fora do núcleo e dentro da
membrana celular. (Gr. Kytos, oco + plasma, forma).
Citossoma:
o corpo celular dentro da membrana celular. (Gr. Kytos, oco +
soma, corpo).
Classe:
uma das categorias hierárquicas utilizadas na classificação
dos seres vivos.
Clímax:
tipo de comunidade vegetal cuja composição se mantém mais
ou menos estável, em equilíbrio com as condições
ambientais existentes.
Clivagem:
divisão do ovo em muitas células.
Clivagem espiral:
padrão de divisão das células de um zigoto no qual os
sucessivos conjuntos de blastômeros se colocam sobre as
separações das células do conjunto localizado imediatamente
abaixo, criando um padrão espiral. (L. spira, enrolar).
Clivagem radial:
padrão de divisão das células de um zigoto no qual os
sucessivos conjuntos de blastômeros localizam-se diretamente
sobre o conjunto imediatamente abaixo.
Cloaca:
porção terminal do trato digestivo em muitos insetos; a
passagem comum dos aparelhos digestivo, excretor e reprodutor
em vários vertebrados. (L. esgoto).
Clorofila:
o pigmento verde das plantas e de certos protistas envolvido
na fotossíntese. (Gr. Chloros, verde + phyllon, folha).
Clorófita:
algas verdes.
Clorose:
doença das plantas clorofilinas, caracterizada pelo
amarelecimento das partes que são normalmente verdes e
provocada por quaisquer condições que impeçam
a formação de clorofila.
Coana;
um funil, especialmente a abertura entre as fossas nasais e a
faringe (ou boca). (Gr.).
Cobertura vegetal:
tipos ou formas de vegetação natural ou plantada -
mata, capoeira, culturas, campo, etc. - que recobrem uma
certa área ou terreno.
Coeficiente de
seleção:
diferença entre a adaptabilidade relativa média dos indivíduos
de um determinado genótipo e aqueles de genótipo referência.
Coliforme fecal:
grupo de bactérias que residem no intestino dos animais.
Colônia:
agrupamento de indivíduos de uma mesma espécie, que só
sobrevivem em conjunto. (L. colonus, colono).
Comensalismo:
relação ecológica interespecífica harmônica na qual
apenas uma espécie é beneficiada, sem prejuízo para a outra
espécie associada. (L. com, junto + mensa, mesa).
Competição:
associação onde ocorre sobreposição de nichos ecológicos,
acarretando disputa por alimento, espaço etc. Pode ser entre
organismos de uma mesma espécie ou entre espécies
deferentes.
Comunidade:
conjunto de seres vivos (população) que vivem numa mesma área
geográfica. (L. communis, em comum).
Comunidade biológica:
conjunto de organismos de duas ou mais espécies que tem relações
ecológicas mútuas e com o meio físico-químico ambiente.
Veja biocenose.
Condocrânio:
o crânio cartilaginoso de ciclóstomos e elasmobrânquios;
também a parte do crânio embrionário dos vertebrados
superiores, formada inicialmente como cartilagem. (Gr.
Chondros, cartilagem + kranion, crânio).
Consumidores:
São organismos que não têm capacidade de produzir seu próprio
alimento (heterotrófico), nutrindo-se de outros seres vivos.
Controle biológico:
controle de pragas e parasitas por outros pelo uso de outros
organismos.
Convergência:
Evolução que conduz a um aumento de semelhanças entre
algumas características de organismos ou grupos de organismos
que eram inicialmente diferentes.
Convoluto:
enrolado ou torcido. (L. convolo, enrolado).
Cópula:
união sexual. (L. copulo, uno).
Cordão nervoso:
um cordão compacto, composto
de neurônios e usualmente com gânglios, formando parte de um
sistema nervoso central.
Cordão umbilical:
o cordão contende vasos sanguíneos e sustentado pôr tecido
conjuntivo que une o embrião ou feto de um mamífero com a mãe
durante o desenvolvimento intra-uterino. (L. umbilicus,
umbigo).
Cório:
a membrana dupla externa que circunda o embrião dos répteis,
aves e mamíferos; nos mamíferos une-se o alantóide para
formar a placenta; a membrana externa de um ovo de inseto; a
porção dérmica da pele abaixo da epiderme. (Gr., membrana;
L., pele).
Córnea:
a camada externa, transparente, do olho. (L. corneus, córneo).
Corpúsculo:
estrutura pequena ou diminuta, ou uma célula livre ou séssil,
como um glóbulo sanguíneo
ou um corpúsculo ósseo. (L. dim. de corpus, corpo).
Cromátide:
uma das duas metades longitudinais idênticas nas quais um
cromossomo se divide durante a divisão celular e que, por sua
vez, se desenvolve em um novo cromossomo completo. (Gr.
Chroma, cor + id, partícula).
Cromatina:
a substância corável do núcleo das células, conspícua na
rede nuclear e nos cromossomos durante a mitose, contém DNA e
proteína. (Gr. Chroma, cor).
Cromatóforo:
célula pigmentar contendo grânulos ou material colorido e
responsável pela cor de muitos animais. (Gr. Chroma, cor +
phero, possuir).
Cromômero:
grânulo individual de cromatina em um cromossomo. (Gr.
Chroma, cor + meros, parte).
Cromossomos:
corpos característicos, fortemente caráveis, formados por
cromatina, no interior do núcleo durante a mitose e que
apresentam os genes ou determinadores da hereditariedade. (Gr.
Chroma, cor + soma, corpo).
Cromossomos homólogos:
um par de cromossomos com estrutura e valor relativamente
similares, um de cada um dos pais. (Gr. Homologos,
concordando).
Cromossomos
sexuais:
cromossomos especiais diferentes no macho e na fêmea e
relacionados com a determicação do sexo; os cromossomos X e
Y.
Cromossomos X e Y:
cromossomos associados com o sexo, em muitos animais.
Cutâneo:
relativo à pele. (L. cutis, pele).
Cutícula:
revestimento externo, não-celular, de um organismo. (L. dim.
de cutis, pele).
Decompositores:
São organismos que transformam a matéria orgânica morta em
material simples, possível de ser reutilizado pelo demais
seres.
Decomposição: conversão da matéria orgânica, animal ou vegetal, em substâncias
orgânicas e inorgânicas, através da ação de organismos.
Dendrito:
processo ramificado de uma célula nervosa que conduz impulsos
para o corpo celular. (Gr. Dendron, árvore).
Derme:
a porção profunda da pele ou “pele verdadeira”, abaixo
da epiderme, em um vertebrado, derivada do mesoderma; além de
tecido conjuntivo, a derme também tem vasos sanguíneos e
nervos. (Gr. Derma, pele).
Densidade de
população:
é um índice em que mede o volume da população com relação
a um território.
Desinsetização:
combate aos insetos por processos físicos químicos ou biológicos.
Desratização: combate aos roedores, principalmente, os ratos domésticos.
Desvio:
diferença entre um registro individual e a média do grupo de
contemporâneos para dada característica. Estas diferenças
somam zero quando a média correta é usada.
Deuterostômio:
uma das duas principais linhagens evolutivas do Reino Animal,
caracterizada por clivagem radial indeterminada; boca surge
longe do blastóporo e enterocelomados. (Gr. Deuteros, segundo
+ stoma, boca).
Diafragma:
membrana divisória, como o diafragma do ouvido; repartição
muscular entre as cavidades tarácica e abdominal nos mamíferos,
usado na respiração. (Gr. Dia, através + phragma, cerca).
Diferencial de
seleção:
diferença entre a média, para uma determinada característica,
do grupo de indivíduos selecionados e a média da população
do qual ele proveio. A resposta esperada de seleção para um
caracter é igual ao diferencial de seleção multiplicado
pela herdabilidade da característica.
Digestão:
o processo do preparo do alimento para a absorção e
assimila’’cão. (L. digero, divide, dissolve).
Digitígrado:
que anda sobre os artelhos. (L. digitus, dedo + gradior,
andar).
Dimorfismo:
existência de duas formas diferentes. (Gr. di, dois + morphe,
forma).
Dióico:
órgãos masculinos e femininos localizados em indivíduos
separados; oposto de monóico. (Gr. di, dois + oikos, casa).
Diploblástico:
derivado de dois folhetos embrionários, ectoderma e
endoderma. (Gr. diplius, duplo + blastos, germe).
Diplóide:
o número somático ou duplo de cromossomos (2n); o dobro do número
de cromossomos encontrado nas células germinativas maduras do
organismo. (Gr. diplous,
duplo + eidos, forma).
Dissimilação:
a desintegração química do protoplasma, usualmente por
oxidação, com desprendimento do energia; catabolismo. (L.
dissimilis, diferente).
Distal:
longe do ponto de fixação ou local de referência. (L.
disto, distante).
Divergente:
distanciado; separado a partir de uma fonte comum. (L. dis,
separado + vergo, inclinado)
Divisão
reducional:
a divisão das células germinativas em maturação, pela qual
o número somático ou diplóide de cromossomos é reduzido
para o número haplóide.
Ducto:
tubo pelo qual um líquido ou outro produto do metabolismo é
conduzido, como a secreção de uma glândula; abre-se
geralmente na superfície ou dentro de um compartimento maior.
(L. duco,conduzo).
Ducto deferente:
o ducto espermático, dos ductos eferentes até a cloaca ou até
o ducto ejaculatório. (L. deferens, levando para fora).
Ductos eferentes:
ductos curtos que carregam esperma dos testículos até o
ducto deferente. (L., ex, para fora + fero, carrego).
Ecdise:
processo de mudar exoesqueleto em artrópodos e de pele em
alguns vertebrados.
Ecese:
germinação e instalação em novo local de plantas
colonizadoras.
Ecobiose:
complexo de relações que se passam entre os seres vivos e o
meio ambiente em que vivem.
Ecologia:
ramo da ciência que estuda as interações entre os seres
vivos e o meio em que vivem. (Gr. Oikos, casa + logos,
conhecimento)
Ecospécie:
grupo de plantas que compreende um ou mais ecótipos.
Ecossistema:
Unidade natural de partes vivas e não vivas que interagem
para produzir um sistema estável.
Ecótono:
região de transição entre dois ecossistemas diferentes.
Ectoderme:
camada germinativa externa de células de um embrião,
inicial; contribui de maneira importante para a formação da
pele, órgãos do sentido e sistema nervoso. (Gr. Ektos,
externo + derma, pele).
Ectoparasita:
o que vive no exterior de seu hospedeiro. (GR. Ektos, fora +
parasito).
Ectotérmico:
que tem a temperatura do corpo derivada do ambiente; característico
de todos os animais, exceto aves e mamíferos. (Gr. Ektos,
externo + térmico).
Efeito de ambiente
permanente:
efeitos de ambiente que ocorrem somente durante um período da
vida do animal, mas que afetam seu desempenho pelo restante de
sua vida produtiva no rebanho. É o caso de uma deficiência
nutricional em animais jovens que, posteriormente, afete seus
desempenhos em idades mais avançadas; e de o defeito deletério
no desenvolvimento do úbere de novilhas leiteiras
superalimentadas.
Efeito de ambiente
temporário:
os efeitos de ambiente temporário são devidos a fatores
eventuais, associados ao meio ambiente e que afetam
temporariamente os desempenhos dos animais. Por exemplo, maior
ou menor dificuldade de parto, a qualidade das pastagens,
ordenhadores, etc.
Efeito do fundador:
alterações na freqüência gênica em uma nova população
fundada por uma amostra muito pequena da população
existente. Assim, o grupo fundador não "carrega" a
freqüência gênica da população original.
Eferente:
uma estrutura que conduz para longe de um ponto de referência,
como uma artéia ou nervoeferente. (L. ex, para fora + fero,
carrego).
Efetor:
um órgão, tecido ou músculo que pode reagir a um estímulo
(por ex., músculos e glândulas que transformam impulsos
motores em ação) (L. efficio, efetuar, fazer acontecer).
Embrião:
animal em formação nos estágios de desenvolvimento antes da
eclosão ou nascimento. (Gr.).
Embriogênese:
o processo do desenvolvimento do embrião. (Gr. Embryon +
genesis, geração).
Endemia:
doença sempre presente em uma população.
Endócrino:
relativo a uma glândula sem ducto; também à sua secreção
interna ou hormônio, difundido e transportado pelo sangue ou
linfa e que influencia ou regula outros órgãos do corpo.
(Gr. Endon, dentro + krino, separar).
Endocruzamento:
cruzar animais ou plantas aparentados.
Endoderma (ou
entoderma):
a camada ou grupo de células que reveste o intestino
primitivo, ou gastrocelo, num embrião precoce, começando no
estágio de gástrula. (Gr. Endon, dentro + derma, pele).
Endoesqueleto:
estrutura de sustentação interna. (Gr. Endon, dentro +
esqueleto).
Endógeno:
crescendo ou se originando dentro; o oposto de exógeno. (Gr.
Endon, dentro + L. gigno, Ter nascido).
Endoparasito:
o que vive dentro de seu hospedeiro. (Gr. Endon, dentro +
parasito).
Endóstilo:
o sulco ciliado ventral da faringe dos tunicados, anfioxos e
larvas de lampreias, usado na obtenção de alimento; homólogo
à tireóide dos vertebrados. (Gr. Endon, dentro + stylos,
coluna).
Endotélio:
camada de células achatadas simple que forra a superfície
interna dos órgãos circulatórios de vertebrados. (Gr.
Endon, dentro + thele, mamilo).
Êntero:
cavidade digestiva, especialmente aquela parte revestida por
endoderma. (Gr., intestino).
Enterocelomado:
que tem um celoma originado de uma evaginação do arquêntero.
Enzima:
proteína complexa produzida por células vivas que, em
pequena quantidade, acelera transformações química específicas
como hidrólise, oxidação ou redução mas que não é usada
durante o processo; um fermento ou catalisador. (Gr. en, em +
zyme, levedura).
Epidemia:
aparecimento de doença que se espalha rapidamente, atingindo
grande número de indivíduos de uma população.
Epiderme:
camada de células (algumas vezes estratificada) revestindo
uma superfície externa; a porção ectodérmica da pele na
maioria dos animais; secreta a cutícula nos artrópodos e em
alguns outros animais. (Gr. epi, sobre + derma, pele).
Epidídimo:
estrutura contendo os túbulos eferentes do testículo dos mamíferos.
(Gr. epi, sobre + didymos, testículo).
Epífise:
a extremidade ou outra parte externa de um osso que se
ossifica separadamente; também o corpo pineal, uma evaginação
dorsal do diencéfalo dos vertebrados. (Gr. epi, sobre +
phyto, cresço).
Epífita:
planta que cresce sobre outra planta, mas que não tira
alimento do tecido vivo do hospedeiro.
Epitélio:
uma camada (ou camadas) de células revestindo uma superfície
ou forrando uma cavidade. (Gr. epi, sobre + thele, mamilo).
Eritrócito:
célula ou glóbulo vermelho do sangue; característico dos
vertebrados. (Gr. erythros, vermelho + kytos, vaso oco).
Esôfago:
a parte do trato digestivo situada entre a faringe e o estômago.
(Gr.).
Espécie:
unidade de classificação, que se refere aos indivíduos com
semelhanças muito grandes nos aspectos físicos e de
funcionamento de seu organismo. Eles são capazes de se
cruzarem entre si, originando descendentes férteis.
Espécies
ameaçadas de extinção:
animais
ou vegetais cuja sobrevivência é improvável se continuarem
operando os fatores causais de ameaça. Espécies cujo número
foi reduzido a níveis críticos ou cujo habitat
se reduziram drasticamente.
Espécie endêmica
(Nativa):
diz-se de uma espécie cuja distribuição esteja limitada
a uma zona geográfica definida.
Espécie exótica:
espécie presente em uma determinada área geográfica da qual
não é originária.
Espécies
extintas: espécies
que definitivamente não foram encontradas na natureza nos últimos
50 anos.
Espécies
exóticas esterilização:
destruição
de todo organismo vivo, mesmo a nível biológico. Exige
permanência de ao menos 30 minutos à temperatura de 170C.
Espécies raras:
possuem pequenas populações mundiais que no presente momento
não se enquadram nas categorias “em perigo” ou “vulneráveis”,
mas que estão em risco.
Espermatóforo:
um pacote de espermatozóides transferido para a fêmea. (Gr.
sperma, semente +phero, apresento).
Espermatozóide:
célula sexual masculina madura e funcional ou gameta
masculino. (Gr. sperma, semente +zoon, animal).
Espiráculo:
a primeira fenda branquial modificada dos peixes
cartilaginosos; nos girinos, a abertura através da qual a água
sai da faringe. (L. spiraculum, cavidade de ar).
Esporo:
uma célula dentro de um envoltório resistente, capaz de
desenvolver-se independentemente em um novo indivíduo. (Gr.
spora, semente)
Esporogonia:
a divisão de um zigoto ou oocisto em esporos. (Gr. spora,
semente + gonos, geração, semente).
Esqueleto:
a armação endurecida de um animal servindo como sustentação
e proteção das partes moles; pode ser externo ou interno e sólido
ou articulado. (Gr. skeletos, seco).
Esquizocélico:
tipo de celoma que surge como uma fissura na mesoderme embrionária.
(Gr. schizo, rasgar + koilos, oco).
Esquizogonia:
divisão múltipla assexuada nos Protozoa. (Gr. schizo, fender
+ gonos, geração, semente).
Estatocisto:
um órgão de equilíbrio em alguns invertebrados.(Gr. statos,
posição +kystis, bexiga).
Estatólico:
grânulo calcário ou outra partícula num estatocisto.
Estigma:
Abertura externa para o sistema traqueal ou respiratório nos
insetos.
Estivar:
passar o verão em repouso ou estado de torpor. (L. aestas,
verão).
Estomodeu:
a porção da cavidade bucal revestida pelo ectoderma. (Gr.
stoma, boca + hodos, via)
Etologia:
é o estudo do comportamento e das relações dos organismos
em determinado meio.
Eucarioto:
organismo no qual o material genético é circundado por um
sistema de membranas que o separa do resto da célula. (Gr.
eu, bem + karyote, núcleo, do Gr. karyon, caroço)
Eutroficação: é o enriquecimento da água com nutrientes através de meios
criados pelo homem, produzindo uma abundante proliferação de
algas. É a adição em excesso de um ou mais compostos orgânicos
ou inorgânicos aos ecossistemas naturais.
Eutrófico: diz-se de um corpo d’água rico em nutrientes.
Evaginação:
uma saliência de uma estrutura oca. (L. e, fora + vagina,
bainha).
Evapotranspiração: quantidade de água transferida do solo à atmosfera por evaporação
e transpiração das plantas e animais.
Evolução:
o processo pelo qual os seres vivos vieram a ser o que são
atualmente, estrutural e funcionalmente, sendo formas
complexas derivadas de formas mais simples; consequentemente
descendência com modificações. (L. evolvo, desenrolo,
desdobro).
Excreção:
descarga ou eliminação de resíduos metabólicos pôr um
organismo; também as substâncias excretadas. (L. excerno,
separo, secreto).
Exoesqueleto:
estrutura de sustentação externa ou de revestimento. (Gr.
exo, pôr fora + esqueleto).
Fagócito:
glóbulo branco do sangue que engloba e digere bactérias e
outros materiais estranhos. (Gr. phagerin, comer + kytos,
vasilhame oco).
Fagocitose:
captura de partículas nutritivas ou corpos estranhos,
diretamente pelas células.
Fascia:
uma camada fibrosa, de tecido conjuntivo, que reveste,
sustenta ou prende músculos e outros órgãos. (L., faixa).
Fator:
um agente ou causa.
Fator abiótico:
fator ou elemento não-vivo.
Fator biótico:
fator ou elemento vivo.
Favela:
assentamentos humanos espontâneos e não-convencionais,
carentes de arruamento, ocupação desordenada do solo, sem
serviços de saneamento básico. Este nome surgiu no Rio de
Janeiro, no século passado, quando os soldados sobreviventes
da guerra de canudos ocuparam o morro da Previdência na
cidade maravilhosa. Recebeu este nome, provavelmente, em alusão
a nossa planta de mesmo nome, encontrada no sertão baiano.
Fecundação
cruzada:
união do óvulo de um indivíduo com um espermatozóide de
outro. Oposto de autofecundação. (L. fertilis, fértil; de
fero, produzir).
Fenótipo:
aparência geral do indivíduo em face de sua constituição
genética e das influências do meio. Compare com genótipo.
(Gr. phaino, mostro + typos, impressão, tipo).
Feromônio:
um sinal químico transmitido entre membros de uma mesma espécie
e que pode influenciar o desenvolvimento ou o comportamento.
(Gr. phaino, carregar + horman, excitar).
Feto:
os estágios adiantados de um embrião enquanto dentro do ovo
ou do útero; após o terceiro mês, no homem (L., fruto).
Fibrila:
uma pequena fibra. (L.).
Filo:
uma das maiores categorias hierárquicas utilizadas na
classificação dos animais.
Filogenia:
a história evolutiva de uma espécie ou grupo superior. (Gr.
phylon, raça + gen, tornar-se).
Fitoplâncton:
seres fotossintetizantes que flutuam na superfície das águas.
Flagelo:
um longo chicote ou extensão filiforme capaz de vibração.
(L., pequeno chicote).
Flora:
população vegetal de uma área particular.
Fluxo energético: quantidade de energia que é acumulado ou passa através dos
componentes de um ecossistema
um determinado intervalo de tempo.
Folheto
germinativo:
Uma das (2 ou 3) camadas fundamentais de células (ecto, endo
e mesoderma) no embrião jovem de um animal pluricelular, das
quais são formados os tecidos e órgãos dos adultos.
Folículo:
um pequeno saco ou revestimento celular (L. dim. de follis.
Bolsa).
Forame:
uma abertura ou perfuração através de um osso, membrana ou
divisão. (L. foro, perfuro).
Fóssil:
qualquer resto de um organismo enterrado na terra ou em rochas
por causas naturais em tempos geológicos passados. (L. fodio,
cavo).
Fotoperíodo:
extensão da exposição de um animal ou planta à luz,
considerado especialmente no que diz respeito ao efeito da luz
na reprodução, crescimento e desenvolvimento. (Gr. phos, luz
+ periodos, ciclo).
Fotossíntese:
síntese de matéria orgânica a partir da luz. (Gr. phos, luz
+ synthesis, unir).
Fototropismo:
desenvolvimento orientado das plantas em função da
intensidade e da direção da luz que sobre elas incide.
Função:
atividade ou ação de qualquer parte de um organismo. (L.
functio, realizo).
Fungicida: substância utilizada para matar fungos e seus esporo.
Gameta:
célula germinativa ou reprodutora madura, tanto masculina
(espermatozóide) como feminina (óvulo). Gr. gametes, marido,
de gamos, casar).
Gametogênese:
o processo de formação de gametas ou células germinativas
maduras; maturação.
Gânglio:
um grupo ou concentração de corpos de células nervosas;
geralmente localizados fora do sistema nervoso central nos
vertebrados, mas frequentemente localizados dentro do sistema
nervoso central nos invertebrados.
Gastrocele:
a cavidade digestiva primitiva de um embrião de um metazoário,
formada por gastrulação. (GR. gaster, estômago + koilos,
oco).
Gastroderme:
revestimento da cavidade digestiva nos cnidários. (Gr.
gaster, estômago + derma, pele).
Gastrovascular:
servindo tanto para a digestão como para a circulação.
Gástrula:
estágio inicial no desenvolvimento embrionário; uma blástula
invaginada. (Gr. gaster, estômago).
Gastrulação:
processo que ocorre durante o desenvolvimento embrionário no
qual ocorrem movimentos celulares que resultam na formação
da gástrula.
Gene:
a unidade da hereditariedade que é transmitida de uma geração
para outra através dos gametas e que controla o
desenvolvimento de um caráter no novo indivíduo; o fator ou
determinante de hereditariedade. (Gr. gignomai, nascer).
Genital:
relativo aos órgãos reprodutores ou ao processo de geração.
(L. gigno, gerar).
Genoma:
os genes de um conjunto haplóide de cromossomos; também
todos os genes de um indivíduo ou população. (Gr. gignomai,
nascer + L. oma, grupo).
Genótipo:
a constituição genética interna ou hereditária de um
organismo sem levar em conta seu aspecto externo. Compare com
fenótipo. (GR. genos, raça + typos, impressão, forma).
Ginandromorfo:
um indivíduo de uma espécie dióica que apresenta uma parte
de seu corpo com constituição feminina e outra de constituição
masculina. (Gr. gyne, mulher + aner, homem).
Glândula:
um órgão de secreção ou de excreção. (L. glans, bolota,
glande).
Glândula endócrina:
glândula sem ducto.
Glândula sem
ducto:
uma glândula que elabora e secreta um hormônio ou “secreção
interna”, diretamente para o fluxo sanguíneo; glândula endócrina.
Glicogênio:
um hidrato de carbono (polissacarídeo) armazenado nos músculos
e no fígado; amido animal”. (Gr. glykys, doce + gen,
tornar-se).
Glicólise:
etapa inicial do processo de quebra da glicose, com produção
de energia.
Glomérulo:
peque novelo arredondado de vasos; o nó de capilares em um
corpúsculo renal. (L. dim. de glomus, bola).
Glote:
a abertura entre a faringe e a traquéia. (Gr. glotta, língua).
Gônada:
órgão reprodutor (ovário, testículo) no qual são
produzidos os gametas (óvulos e espermatozóides). (Gr.
gonos, reprodução, semente).
Grana:
plural de granum.
Granum:
tilacóides dispostos em uma pilha.
Grão de pólen:
gametófito jovem masculino.
Gregário:
vivendo habitualmente em grupos de numerosos indivíduos. (Gr.
grex, rebanho).
Habitat:
lugar de habitação natural ou usual de um indivíduo ou
grupo de organismos. (L. habitus, condição).
Haplóide:
a metade ou número simples de cromossomos (n) como nas células
germinativas maduras. (Gr. haplous, único + eidos, formal).
Hemal:
relativo ao sangue ou ao sistema vascular sanguíneo. (Gr.
haima, sangue).
Hemocelo:
porção reduzida da cavidade do corpo, funcionando como parte
de um sistema vascular sanguíneo. (Gr. haima, sangue +koilos,
cavidade).
Hemoglobina:
a substância colorida dos glóbulos vermelhos do sangue dos
vertebrados e do plasma sanguíneo de alguns invertebrados;
proteína contendo ferro que se combina com o oxigênio
transportando-o para os tecidos. (Gr. haima, sangue + globo).
Hepático:
relativo ao fígado. (Gr. hepar, fígado).
Herbário: coleção de plantas, que estão ordenadas sob algum critério, que
geralmente passaram por um processo de prensagem e secagem e são
disponíveis para referências e outros fins científicos.
Herbicida: substância química usada geralmente para exterminar ervas
daninhas.
Hereditariedade:
a transmissão de caracteres físicos e outros, dos pais para
a prole. (L. here, herdeiro).
Hereditário:
que passa por hereditariedade de uma geração para outra.
Hermafrodito:
um animal que apresenta tanto aparelho reprodutor masculino
como feminino. (Gr. Hermes + afrodite).
Heterozigótico:
um indivíduo produzido pela união de 2 células germinativas
que contêm genes diferentes para um determinado caráter, ou
ambos os genes de um par alelomórfico ou dois genes
diferentes de uma série alelomórfica. Compare com Homozigótico.
(Gr. heteros, diferente + zygon, par).
Heterotrófico: organismo que utiliza matéria orgânica sintetizada por outros
organismos, como fonte de energia, p. ex. os animais carnívoros.
Hialino:
vítreo ou semitransparente. (Gr. hyalos, vidro).
Hibernar:
passar o inverno em estado de inatividade ou de torpor. (L.
hiberno, passar o inverno).
Híbrido:
a prole dois indivíduos que diferem em 1 ou mais caracteres
hereditários; um heterozigótico. (L. hybrida, mestiço).
Hidrólise:
alteração de um composto químico através da ação da água.
Hipertrofia:
aumento anormal ou supercrescimento de uma parte ou de um órgão.
(Gr. hyper, mais +tropho, nutrir).
Hipotálamo:
a região do prosencéfalo (encéfalo anterior) que coordena
atividades vitais, como temperatura, reprodução, balanço hídrico
e metabolismo.
Holoblástico:
clivagem na qual a célula-ovo inteira se divide. (Gr. holos,
inteiro + blastos, germe).
Homeostase:
ajustamento de um sistema ou organismo às condições
ambientais.
Homeostasia: é a manutenção do equilíbrio interno de um sistema biológico
(célula, organismo, ecossistema),
através de respostas controladas a alterações que podem
se originar dentro ou fora do sistema.
Homeotérmico:
animais que podem manter a temperatura do corpo constante,
mesmo com a variação da temperatura ambiente. São as aves e
os mamíferos.
Homologia:
similaridade fundamental; semelhança estrutural de um órgão
ou parte numa espécie animal com a unidade comparável em
outra resultante de descendência de um ancestral comum.
Compare com Analogia. (Gr. homologia, que está de acordo).
Homólogo:
de igual estrutura e origem, mas não necessariamente de função
ou aparência semelhante. (Gr. homos, mesmo + lego, falo).
Homozigótico:
indivíduo produzido pela união de duas células germinativas
que contêm genes semelhantes para um determinado caráter.
Compare com Heterozigótico. (Gr. homos, semelhante + zygon,
par).
Hormônio:
ragulador químico ou coordenador secretado por células ou glândulas
sem ducto e carregadas pelo fluxo sanguíneo para agir em
outras partes do corpo. (Gr. hormao acelerar, estímulo).
Hospedeiro:
organismo vivo que abriga no interior de seu corpo outro ser
vivo, geralmente um parasita. (L. hospes, hospedeiro).
Húmus:
restos
orgânicos, principalmente vegetais (folhas) num estado avançado
de decomposição, parcialmente misturado com o solo. Rico em
carbono, fósforo e enxofre nitrogênio. A decomposição da
matéria orgânica viva do solo torna essas substâncias próprias
para serem utilizadas pelas plantas.
Instito:
um tipo hereditário de resposta ou padrão de comportamento
provocado por um certo estímulo e frequentemente de natureza
complexa, combinando atos reflexos associados e conduzindo a
um finalidade particular.
Indicador: organismo, comunidade biológica
ou parâmetro,
que serve como medida das condições ambientais de uma certa
área ou de um ecossistema.
Infecção: penetração em um organismo vivo de micróbios que perturbam o
equilíbrio do indivíduo.
Inseticida: tipo de pesticida utilizado para matar insetos.
Intercelular:
entre células. (L. inter, entre + celular).
Intestino:
parte do tubo digestivo ou canal alimentar entre o estômago e
o ânus (ou cloaca). (L. intus, dentro).
Intracelular:
dentro de uma célula ou de células. (L. intra, dentro +
celular).
Invaginação:
uma reentrância ou dobra para dentro, como no pólo
vegetativo de uma blástula para formar uma gástrula. (l. in
+ vagina, bainha).
Invertebrado:
qualquer animal sem a coluna vertebral dorsal.
Isolamento geográfico:
condição em que duas populações se acham separadas
fisicamente por alguma modalidade de barreira.
Isolamento
reprodutivo:
condição em que um grupo de seres vivos não conseguem se
cruzar com outro de maneira a produzir descendentes férteis.
Lamela:
uma fina camada semelhante a uma lâmina. (L. lamina, placa).
Larva:
o estágio jovem de um animal, após o embrião e diferente do
adulto, de alimentação ativa. (L., máscara).
Leucócito:
glóbulo branco do sangue. (gr. leukos, branco + kytos,
vasilhame oco).
Limiar:
A intensidade de um estímulo baixo da qual não há resposta
de um dado sensível a esse estímulo.
Linfa:
líquido sanguíneo incolor (sem glóbulos vermelhos)
encontrado entre os tecidos e nos capilares linfáticos ou
vasos. (L. lympha, água).
Linfócito:
glóbulo branco com núcleo grande, indiviso e não-granular;
ocorre nos vasos sanguíneos e linfáticos. (l. lympha, água
+ Gr. kytos, vasilhame oco).
Linkage:
hereditariedade de caracteres em grupos, provavelmente porque
seus genes estão situados no mesmo cromossomo.
Líquenes:
Subdivisão dos talófitos.
Lofóforo:
uma saliência com tentáculos ao redor da boca em alguns
invertebrados. (Gr. lophos, crista + phero, apresento).
Luminescência:
emissão de luz como resultado de reações químicas dentro
de células. (L. lumen, luz).
Luz:
a cavidade de uma glândula, vaso, ducto ou órgão.
Matriz:
substância intercelular como nos tecidos conjuntivo,
cartesiano, etc. (L., útero).
Macrogênese:
formação repentina, não gradual, de novas espécies e
grupos superiores ( filos, classes, famílias, etc. ) ou de
novos órgãos.
Mangues:
são ecossistemas onde ocorrem uma intensa deposição de
detritos e sedimento que, misturados à água doce e salgada,
juntam-se à argila, formando um solo lamacento e pouco
oxigenado.
Maturação:
estágios finais na preparação de células germinativas para
a reprodução, com segregação de cromossomos homólogos
para que cada célula ou gameta contenha a metade do número
usual (diplóide).
Medusa:
organismo livre-natante (cnidário) com corpo gelatinoso em
forma de sino ou guarda-chuva, com tentáculo nas margens e
apresentando a boca no centro de uma projeção da superfície
côncava. (Gr. mitológico, Gorgônia com cobras em vez de
cabelos).
Meiose:
modificações nucleares durante a maturação, resultando em
células que contêm um número haplóide de cromossomos. (Gr.
dim., diminuir, de meion, menos).
Membrana:
uma camada fina e macia de células ou de material secretado
pelas células.
Membranas
embrionárias:
membranas celulares formadas como parte de um embrião durante
o seu desenvolvimento e necessárias para seu metabolismo; âmnio,
cório e alantóide de répteis, aves e mamíferos; algumas
também em insetos.
Merístico:
relativo às características de um organismo que podem ser
contadas. (Gr. meros, parte).
Meroblástico:
clivagem de um ovo no qual apenas parte do protoplasma se
divide deixando o vitelo indiviso; característico de ovos
ricos em vitelo. (Gr. meros, parte + blastos, germe).
Mesênquima:
a região gelatinosa entre os epitélios externo e interno,
contendo células amebóides e outras, em invertebrados
primitivos. Também parte do mesoderma do embrião de
vertebrados que produz tecidos conjuntivo e circulatório.
(Gr. mesos, meio + chymos, fluido).
Mesentério
: a lâmina de tecido que suspende os órgãos na cavidade do
corpo e é contínua com o peritônio que forra esta cavidade.
(GR. mesos, meio + enteron, intestino).
Mesoderma:
as células ou camadas de células embrionárias entre o
ectoderma e o endoderma. (Gr. mesos, meio + derma, pele).
Mesogléia:
o preenchimento gelatinoso entre as camadas externas e interna
de células de um animal diploblástico, como um cnidário.
(Gr. mesos, meio + gloios, glutinoso).
Metabolismo:
a soma dos processos construtivo e destrutivo (anabolismo e
catabolismo), principalmente químicos, que ocorrem nos
organismos vivos. (Gr. metabolos, modificável).
Metafrídio:
órgão excretor tubular, com a extremidade interna aberta
drenando do celoma e a externa descarregando para o exterior,
como nas minhocas. (Gr. meta, depois + nephros, rim).
Metagênese:
alternância de reproduções sexuada e assexuada no ciclo
vital de certos animais; alternância de gerações. (Gr.
meta, depois + genesis, origem).
Metameria:
repetição segmentar de partes homólogas (metâmeros).
Metâmero:
qualquer uma das séries de partes homólogas dos corpo; como
nos anelídeos, artrópodos e cordados; segmento, somito. (Gr.
meta, depois + meros, parte).
Metazoários:
animais pluricelulares com células geralmente arranjadas em
tecidos; compreendem todos os animais acima das esponjas. (Gr.
meta, depois + zoon, animal).
Microtúbulo:
tubo pequeno; grupos de tais túbulos formam muitas
“fibras” intracelulares. Microtúbulos são os componentes
básicos dos centríolos, corpos basais, cílios e flagelos.
(Gr. mikros, pequeno + L. tubules, dim. de tubus, tubo).
Migração:
viagens periódicas ou irregulares feitas opor alguns animais,
devido a vários fatores como clima, falta de alimento etc.
Miômero:
segmento ou somito muscular. (Gr. mys, músculo + meros,
parte).
Mitose:
divisão celular indireta, caracterizada pelo aparecimento de
um fuso fibrilar e de um número definido de cromossomos que
se fendem longitudinalmente para formar 2 lotes iguais de
cromossomos-filhos; estes dirigem-se para pólos opostos do
fuso para constituírem partes dos 2 novos núcleos. (Gr.
mitos, filamento).
Moela:
região altamente muscular do tubo digestivo encontrada em
minhocas, insetos e aves, utilizada para moer o alimento.
Molar:
dente posterior e permanente de um mamífero. (L. molo, moer).
Monera:
um reino constituído por organismos que possuem células
procariotas. (Gr. monos, um).
Monocultura: sistema de uma só espécie de colheita. São vulneráveis à
competição, às enfermidades, ao parasitismo, à depredação
e a outras recíprocas negativas.
Monofilético:
de uma única origem evolucionária conhecida. (Gr. monos, único
+ phyle, tribo).
Monoíbrido:
descendente de pais que diferem em 1 caráter. (Gr. monos, único
+ hybrida, mestiço).
Monóico:
indivíduo que apresenta tanto gônadas masculinas como
femininas; hermafrodito. (Gr. monos, único + oikos, casa).
Mortalidade: relação entre o número de mortes (em um ano) e o número total
de habitantes. Mede-se em número de mortes para cada 1.000
habitantes. É também conhecida como taxa de mortalidade.
Muda:
eliminação de um revestimento externo, como cutícula,
escamas, penas ou pêlos.
Mutação:
modificação que ocorre na estrutura genética, presente no
interior do núcleo celular, de um organismo vivo. (L.
mutatus, mudado).
Mutualismo:
associação entre dois organismos de espécies diferentes, em
que ambos saem beneficiados. (L. mutuus, mútuo).
Nasal:
relativo ao nariz. (L. nasus, nariz).
Nefrídio:
órgão excretor tubular encontrado em moluscos, analídeos,
artrópodos e outros invertebrados. (Gr. nephros, rim).
Nefróstoma:
a entrada ciliada da cavidade celomática para um nefrídio ou
túbulo renal. (Gr. nephros, rim + stoma, boca).
Neotenia:
prolongamento indefinido do período imaturo ou larval, como
no axolote. (Gr. neos, novo + teinen, estender).
Nervo:
feixe de fibras nervosas localizado fora do sistema nervoso
central, a maioria contendo tanto fibras aferentes como
eferentes.
Neurônio:
célula nervosa com extensões citoplasmáticas (dendrito), axônio)
por onde passam os impulsos nervosos; unidade estrutural do
sistema nervoso.
Nicho:
o conjunto de atividades ecológicas desempenhadas por uma espécie
no ecossistema.
Nível trófico:
cada nível alimentar em uma cadeia alimentar.
Notocorda:
suporte axial celular elástico formado ventralmente ao tubo
nervoso no embrião inicial de todos os cordados; mais tarde
circundado ou substituído pelas vértebras na maioria dos
vertebrados. (Gr. notos, dorso + chorde, cordão).
Núcleo:
estrutura diferençada de protoplasma especializado dentro da
célula, refringente e com cromatina fortemente corável;
controla as atividades metabólicas; nas células de todos os
organismos com exceção dos Monera (procariotos). (L. dim. de
nux, noz).
Nucléolo:
massa oval dentro do núcleo da maioria das células; responsável
pela síntese de ribossomos; desaparece durante a mitose. (L.
dim. de nucleus).
Nutrição autotrófica:
o processo pelo qual um organismo fabrica seu próprio
alimento a partir de compostos inorgânicos, como numa planta.
Nutrição holofítica:
nutrição que envolve fotossíntese de substâncias químicas
inorgânicas simples, como acontece nas plantas verdes e
alguns protistas flagelados. (Gr. holos, inteiro + zoon,
animal).
Nutrição holozóica:
nutrição que requer matéria alimentícia orgânica
complexa, característica da maioria dos animais. (Gr. holos,
inteiro + zoon, animal).
Ocelo:
pequeno olho simples como em muitos invertebrados. (L. dim. de
oculus, olhos).
Oftálmico:
pertinente ao olho. (Gr. ophthalmos, olho).
Onívoro:
que come todos os tipos de alimentos; que come tanto plantas
quanto animais. (L. omnis, tudo +voro, comer).
Ontogênese:
desenvolvimento do indivíduo. (Gr. on, sendo + gen,
torna-se).
Oligotrófico: ambiente em que há pouca quantidade de compostos de elementos
nutritivos de plantas e animais.
Oospérmio:
óvulo fecundado, zigoto. (Gr. oon, ovo + sperma, semente).
Opérculo:
a placa que cobre as brânquias de um peixe ósseo; também a
placa que fecha a abertura da concha de muitos gastrópodos.
(L.).
Óptico:
pertinente ao olho ou ao sentido da visão. (Gr. optos,
visto).
Órbita:
a cavidade onde se aloja o olho. (L. orbis, círculo).
Organela:
parte especializada de um protozoário e que desempenha alguma
função especial (como um órgão num metazoário); uma
estrutura intracelular, mitocôndria, ribossomos, etc. (Gr.
dim. de organon, instrumento).
Organismo:
uma única planta ou um único animal; que funciona como uma
unidade.
Órgão:
qualquer parte de um animal e que desempenha alguma função
definida; um grupo de células ou tecidos atuando como uma
unidade para uma determinada finalidade. (Gr. organon,
instrumento).
Órgão
sensitivo:
um órgão que contém uma parte sensitiva para uma
determinada espécie de estímulo.
Osmose:
difusão através de uma membrana semi-permeável. (Gr. osmos,
empurrando).
Óstio:
abertura de uma passagem, geralmente protegida por uma válvula
ou musculatura circular. (L. os, boca).
Ótico:
pertinente ao ouvido. (Gr. otikos, pertinente ao ouvido).
Otólito:
concreção de sais calcários no ouvido interno de
vertebrados ou no órgão auditivo de alguns de vertebrados ou
no órgão auditivo de alguns invertebrados. (Gr. otikos,
pertinente ao ouvido + lithos, pedra).
Ovário:
o órgão no qual os óvulos são formados e se desenvolvem.
(L. ovum, ovo).
Oviduto:
o tubo pelo qual os óvulos são conduzidos do ovário ao útero
ou para o exterior. (L. ovum, ovo + duco, conduzo).
Ovíparo:
que põe ovos; produzindo ovos que eclodem fora do corpo
materno. (L. ovum, ovo + pario, produto).
Ovipositor:
apêndice abdominal par de vária formas, modificado para pôr
ovos, algumas vezes delgado para perfurar madeira ou afiado e
com cerdas como um espinho. (L. ovum, ovo + pono, coloco).
Ovo:
a célula germinativa (fecundada) de uma fêmea. (L.).
Ovovivíparos:
produzindo ovos que são incubados e que eclodem dentro do
corpo materno, como em alguns peixes, répteis e
invertebrados. (L. ovum, ovo + vivus, vivo + pario, produzo).
Óvulo:
a célula germinativa (não-fecundada) de uma fêmea.
Oxidação:
adição de oxigênio, remoção de hidrogênio ou a retirada
de elétrons de um composto ou elemento.
Palpo:
uma parte ou apêndice que se projeta, frequentemente
sensitivo, na cabeça ou perto da boca em alguns
invertebrados. (L. palpo, pancada).
Papila:
qualquer estrutura grande ou pequena semelhante a um mamilo.
(L., mamilo).
Papo:
porção expandida e de paredes finas do trato digestivo,
primariamente para armazenar alimento.
Parasito:
um organismo que vive dentro ou sobre outro, mais ou menos às
expensas do último (hospedeiro). (Gr. para, ao lado + sitos,
alimento).
Parasitismo:
relação ecológica interespecífica em que uma das partes
vive à custa de outra, que sofre prejuízo.
Paratônicos:
diz-se dos movimentos das plantas que são induzidos por estímulos
externos.
Parênquima:
substância celular mole que preenche o espaço entre os órgãos.
(Gr. para, ao lado + en, em + chyma, fluido).
Partenogênese:
desenvolvimento de um novo indivíduo a partir de um óvulo não-fecundado,
como em rotíferos, pulgões das plantas, zangões das
abelhas, etc. (Gr. parthenos, virgem + genesis, origem)
Patogênico:
causador ou produtor de doenças. (Gr. pathos, sofrimento +
genesis, origem).
Pecilotérmico:
que possui temperatura corporal variável; característica de
todos os animais, exceto as aves e os mamíferos. (Gr.
poikilos, variegado + therme, calor).
Pedogênese:
reprodução por larvas ou outras formas pré-adultas. (Gr.
pais, criança + genesis, gerar).
Pedomórfico:
com forma de larva ou de outro estágio pré-adulto. (Gr.
pais, criança + morphe, forma).
Pelágico:
relativo ao mar aberto, longe da costa. (Gr. pelagos, mar
aberto).
Pêlo:
porção delgada e filamentosa da pele dos mamíferos e das
superfícies expostas de alguns artrópodos.
Pelve:
relativo à cintura e apêndices posteriores de vertebrados; a
região abdominal posterior de um mamífero. (L. pelvis,
bacia).
Pênis:
órgão copulador de um macho para conduzir o esperma para o
trato genital de uma fêmea. (L.).
Pentadáctilo:
com 5 dedos ou artelhos. (Gr. pente, cinco + daktylos, dedo).
Pericárdio:
a cavidade em volta do coração; também as membranas que
revestem a cavidade e o coração. (Gr. peri, em redor +
kardia, coração).
Periférico:
na superfície ou em sua direção, para longe do centro. (Gr.
peri, em volta + phero, apresentar).
Peristaltismo:
contrações musculares involuntárias e rítmicas passando ao
longo de um órgão oco, especialmente do trato digestivo.
(Gr. peri, em redor + stalsis, constrição).
Peritônio:
a fina membrana serosa (mesodérmica) que reveste a cavidade
do corpo e cobre os órgãos aí contidos, em muitos animais.
(Gr. peri, em redor + teino, estendo).
pH:
(potencial de hidrogênio). Um símbolo usado (com um número)
para expressar acidez ou alcalinidade. É uma medida da
concentração de íons de hidrogênio numa dada solução. A
escala de pH, no uso comum, varia de 0 a 14, com pH 7 sendo
neutro, de 6 a 0 cada vez mais ácido e 8 a 14 cada vez mais
alcalino. Quanto menor o valor do pH, mais ácido e mais íons
de hidrogênio tem a solução.
Pina:
asa ou nadadeira; também a parte que se projeta do ouvido dos
mamíferos. (L., panqueca).
Placenta:
continuação em breve.
Plâncton:
conjunto de seres do bioma aquático que flutua na superfície
ao sabor das correntezas.
Poluente:
substância ou material que polui, suja o ambiente.
Pool:
é a distribuição dos elementos vitais em compartimentos da
natureza, como solo, ar e água.
"Pool gênico"
e freqüência alélica-um "pool gênico" compreende
todos os alelos de todos os genes de todos os indivíduos de
uma população. Freqüência alélica é a proporção
relativa de um particular alelo em uma determinada população.
Predatismo:
relação ecológica em que animais comem outros animais.
Prissérie:
Série primária. Sucessão natural e completa desde o solo
novo ou previamente desnudado, em virtude da total destruição
anterior, até ao clímax.
Produtores: São
organismo autotróficos que produzem por fotossíntese os
compostos orgânicos que servirão de alimento (matéria e
energia) a todos os outros seres vivos.
Parasita:
é o organismo que obtém energia e demais substâncias
nutrientes à custas de outro organismo.
Pesticida: qualquer substância tóxica usada para matar animais ou plantas.
População:
Conjunto
de indivíduos vivos de uma mesma espécie, quer sejam humanos
ou animais, em constante processo de modificação por
crescimento (nascimentos imigrações) ou perdas (mortes,
emigração) que vivem em um território cujos limites são
geralmente os da biocenose da qual esta espécie faz parte. Possuem distribuição
espacial dos indivíduos, densidade, estrutura, coeficientes
de natalidade e mortalidade e relações de interdependência
entre os indivíduos.
Potencial
biótico:
capacidade
potencial de uma população de aumentar numericamente, quando
as condições ambientais forem ótimas.
Rede alimentar: (Teia alimentar). É o
conjunto formado por várias cadeias
tróficas que, por força de suas estruturas, naturezas e
disposições no
ecossistema, se sobrepõem, e se interligam parcialmente,
apresentando-se como uma trama sem início nem fim, em razão
de sua complicada aparência, imposta pelas relações entre
seus níveis tróficos.
Reflorestamento: atividade dedicada a recompor a cobertura florestal de uma
determinada área. É o ato de reflorestar, de plantar árvores
para formar vegetação
nas derrubadas, para conservação do solo e
atenuação climática. Nas atividades de recomposição
de áreas degradadas devemos realizar um estudo e proceder com
atividades de reflorestamento, utilizando-se de espécies
nativas.
Reserva
extrativista:
área de
domínio público, na qual os recursos vegetais podem ser
explotados racionalmente, sem que o ecossistema seja alterado.
Resiliência: é a medida da capacidade de um ecossistema
absorver tensões ambientais sem mudar seu estado ecológico,
perceptivelmente, para um estado diferente.
Savanas:
áreas com uma vegetação intermediária entre as florestas e
os campos.
Seleção natural:
conjunto de fatores ambientais capazes de interferir na
capacidade de sobrevivência e de reprodução de seres vivos.
Simbiose:
segundo alguns autores, designa os casos de relações
interespecíficas harmônicas, com benefícios mútuos entre
os seres vivos. Para outros, é uma associação estreita e
permanente entre organismos de espécies diferentes.
Sistema:
conjunto de partes que se integram direta ou indiretamente
de maneira que uma alteração em qualquer dessas partes afeta
as demais.
Sistema ambiental: a tendência mais recente é analisar o meio ambiente como um
sistema, o sistema ambiental, definido como os processos e
interações do conjunto de elementos e fatores que o compõem,
incluindo-se, além dos elementos físicos, biológicos e sócio-econômicos,
os fatores políticos e institucionais.
Sociedade:
associação entre indivíduos de uma mesma espécie, onde há
uma certa independência física entre eles e divisão de
trabalho.
Superovulação:
ação estimulante sobre o ovário para que a fêmea produza
mais óvulos do que o normal.
Taxa de emigração: velocidade com que indivíduos deixam a população e se dirigem
para outras áreas.
Taxa
de natalidade:
velocidade
com que novos indivíduos nascem e são adicionados à população.
Tropismo:
movimento orientado das plantas em resposta a certos estímulos
ambientais, como a luz e a força gravitacional.
Tundra:
vegetação rasteira composta predominantemente por musgos e
linquens.
Turbidez:
Medida da transpeRencia de uma amostra ou corpo d’água,
em termos da redução de penetração da luz, devido à
presença de material em suspensão.
Vegetação: conjunto de vegetais que ocupam uma determinada área; tipo de
cobertura vegetal; as comunidades das plantas do lugar.
Vetor:
portador, um artrópode ou outro animal, que é capaz de
transmitir um agente patogênico de um organismo para o outro.
Voçoroca:
escavação profunda originada pela erosão superficial e
subterrânea, geralmente em terreno arenoso; as vezes, atinge
centenas de metros de extensão e dezenas de profundidade.
Zigoto:
óvulo fecundado resultante da união de 2 gametas de tipos
postos, óvulo e espermatozóide. (Gr. Zygon, par).
Zooplâncton:
conjunto de animais do plâncton.
Zoósporos:
esporos móveis, providos de flagelos, produzidos por algas e
fungos.
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