CNPJ: 04.027.378/0001-30
AOL |

Msg Celular

|

HotMail | BOL | Terra | UOL | StarMedia | LigBr | IG | Globo | HPG | ZipNet

Botânica

Destaque

Principal

Diretoria

Currículo
Links Úteis
Cic.Naturais
D.A.Informa
Calouros
Ciências
Estatuto
Contato
Horário
Jornal
Ciências
Inst. de Astronomia
Biota
Botânica RBB
Butantã
Casa da Ciência 
CiênciaHoje
ComCiências
Estação Ciência da USP
FAPESP
Física Virtual
Galileu
National Geographic
SBPC
Superinteressante
WebCiências
Meio Ambiente
Ag. Nac. Águas
Caminhos da Terra
CRA
Ecologia
GreenPeace
Ibama
IPEF
M. Meio Ambiente
Ondazul
Saúde
Corpo e Saúde
Fundação Nacional de Saúde
GAPA
Globo Saúde
Instituto do Coração
Instituto Nacional de Câncer
KlickSaúde
Ministério da Saúde
NossaSaúde
OMS
Planeta Vida
Saúde
SOS Gestante
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Plantas medicinais

A palavra fitoterapia é formada de dois radicais gregos: fito vem de phyton, que significa planta, e terapia vem de therapia, que significa tratamento. Ou seja, tratamento utilizando plantas medicinais.

A palavra fitoterapia foi criada para designar tradições populares de tratamento, nas quais as plantas medicinais são usadas como medicamento. O uso terapêutico de plantas medicinais ficou restrito à abordagem leiga desde o salto tecnológico da industria farmacêutica ocorrido nas décadas de 50 e 60.

Recentemente, as plantas medicinais consideradas medicamentos de segunda categoria, voltaram à voga com a comprovação de ações farmacológicas relevantes e de uma excelente relação de custo-benefício.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da população mundial faz uso de algum tipo de planta na busca de alívio de alguma sintomatologia dolorosa ou desagradável. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica.

A utilização de plantas medicinais, prática tradicional ainda existente entre os povos de todo o mundo, tem recebido incentivos da própria OMS. São muitos os fatores que vêm colaborando para o desenvolvimento de práticas de saúde que incluam plantas medicinais, principalmente econômicos e sociais.

No Brasil, a utilização de plantas no tratamento de doenças apresenta influências da cultura indígena, africana e, naturalmente européia. Estas influências deixaram marcas profundas nas diferentes áreas de nossa cultura, seja sob o aspecto material ou espiritual. Elas constituem a base da medicina popular que, há algum tempo, vem sendo retomada pela medicina natural. Procurando resgatar suas práticas, dando-lhes caráter científico e integrando-as num conjunto de princípios que visam não apenas curar algumas doenças, mas restituir ao ser humano a vida natural.

CARACTERÍSTICAS DE ALGUMAS PLANTAS CONHECIDAS PELA POPULAÇÃO DE SALVADOR

ABACATEIRO
Nome Cientifico: Persea americana Mill
Indicacoes Terapêuticas: Diurética. Usada nas doenças renais e das vias urinárias.
Composição química: Quercitina, perseitol. Das sementes foi isolado abscisina.
Parte usada: Folhas
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

ABÓBORA
Nome Cientifico: Cucurbita pepo L.
Indicacoes Terapêuticas: Usada para combater vermes intestinais (tenífuga), em algumas doenças renais e como diurética leve.
Composição química:
Princípio ativo desconhecido. O óleo das sementes contém ácidos, tais como: oléico, linoléico e palmítico. Foram isoladas das sementes: albuminas, globulinas e esteróides (colesterol, sisosterol, ergosterol, etc.).
Parte usada: Sementes.
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

AGRIÃO
Nome Cientifico: Nasturtium officinale R. Br.
Indicacoes Terapêuticas: Estimula o metabolismo, a secreção biliar e a diurese. Usada nas doenças respiratórias para combater a tosse e expectorar. Recomendada nos casos de anemia por carências de ferro na alimentação.
Composição química:
Glicosídio que, por degradação, formam isotiocianatos (mas não tiocianatos). Contém, ainda, vitaminas e um princípio amargo desconhecido. Alguns autores afirmam possuir iodo.
Parte usada: Caules e folhas frescas
Toxicologia: O uso em excesso pode ocasionar irritação do estômago e vias urinárias.

ALCACHOFRA
Nome Cientifico: Cynara scolymus L.
Indicacoes Terapêuticas: Usada nos distúrbios digestivos e hepáticos, pois aumenta a produção da bílis e facilita o seu fluxo (colerética e colagoga). Excelente eliminadora de ácido úrico e diurética.
Composição química: Um princípio amargo, a cinarina, inulina, flavonóide, esteróides e sesquiterpenos.
Parte usada: Folhas e raízes.
Toxicologia: atóxica

ALECRIM
Nome Cientifico: Rosmarinus officinalis L.
Indicações Terapêuticas: Estimulante estomacal, combate os gases intestinais e as cólicas (carminativa), é anti-séptica e aumenta a transpiração. Usada em casos de falta de apetite, nervosismo, problemas digestivos e bronquites. Externamente é usada para combater reumatismo.
Composição química: Óleo essencial contendo principalmente pinene, canfero, borneol, acetato de bornila e cânfora. Das folhas foi isolado o diterpeno rosmaricina.
Parte usada: folhas e inflorescências.
Toxicologia: Doses altas ou uso prolongado pode causar gastroenterites e/ou nefrites.

ALFACE
Nome Cientifico: Lactuca sativa L.
Indicações Terapêuticas: Usado como calmante suave.
Composição química: Contém cumarinas e os flavonóides acacetina, luteolina e quercitina, nas formas livre e combinada. Contém ainda, lactonas sesquiterpênicas, como a lactupicrina, lactucina e a 8-deoxilactucina, e ixerinas.
Parte usada: folhas secas e caule.
Toxicologia: Atóxica.

ALFAZEMA
Nome Cientifico: Lavandula angustifolia Mill.
Indicações Terapêuticas: Calmante suave e digestiva. Combate cólicas, indigestão, fermentações e os gases intestinais.
Composição química: Óleo essencial contende borneol, linalol geraniol e outros ésteres e ácoois.
Parte usada: Folhas e inflorescências.
Toxicologia: Em dose elevada, é depressiva do sistema nervoso
central, causando sonolência.


ALGODOEIRO
Familia: Malvaceae
Nome Cientifico: Gossypium sp.
Nomes Populares: algodao, algodao-de-malta, algodao-herbaceo, amaniu, coton,
Indicacoes Terapeuticas: hemostatica, ocitocica, emenagoga, diuretica, abortiva, emoliente, contra infeccao uterina, dismenorreica(regras profusas), dor ovariana intermitente, hemorragia post-partum, retencao de placenta, bouba, cravo, dartro, afeccao ovariana, metrorragia, ver pl.inteira/infusao/xarope.

ALHO
Nome Cientifico: Allium sativum L.
Indicações Terapêuticas: Anti-séptica das vias respiratórias, estimalante das secreções estomacal e biliar, vermifuga fraca (oxiúros e lombriga).
Composição química: Óleo essencial contendo aliina, que por ação da enzima alinase forma a alicina. Derivados do tiofeno e diversos derivados sulfurados voláteis que lhe conferem cheiro desagradável.
Parte usada: Bulbos ("dentes").
Toxicologia: Em doses exageradas, pode causar irritação gástrica.

ALUMÃ
Familia: Asteraceae
Nome Cientifico: Vernonia bahiensis tol.
Nomes Populares: aluman, varuma.
Indicacoes Terapeuticas: estomacal, diuretica, amargo-tonica.

AROEIRA

Nome Cientifico: Schinus terebinthifolius Raddi
Indicações Terapêuticas: Usada em distúrbios respiratórios, pois contém alta concentração de monoterpenos voláteis. Popularmente, empregada como adstringente em casos de diarréia, antiinflamatório e para aumentar a transpiração.
Composição química: Óleo essencial, contendo cis-sabinol, r cimento, limoneno, simiarenol, simiarenol, µ e b -pineno, D -careno, µ e b -falandreno, triterpenos como o ácido masticodienóico, 3-hidroxi-masticadienônico, schinol, terechutona, baicremona e ácido terebentifólico.
Parte usada: folhas e cascas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

ARRUDA
Nome Cientifico: Ruta graveolens L.
Indicações Terapêuticas: Aumenta a resistência dos capilares sanguíneos devido à rutina. Usada no tratamento de varizes e flebite. Popularmente empregada para restabelecer ou aumentar o fluxo menstrual (emenagoga).
Composição química: Flavonóides, como rutina e esperidina; cumarinas, chalepeusina e graveliferona; os alcalóides rutalinium, rutalidina, rutacridona e rubalidina; óleo essencial, nas raízes, contendo principalmente pineno e limoneno.
Parte usada: Porções aéreas, quando florida.
Toxicologia: Seu uso interno é desaconselhável; em doses altas, causa hiperemia dos órgãos respiratórios, como possibilidade de ocorrer hemorragias graves.

AVENCA
Nome Cientifico: adiantum cappilus-veneris L.
Indicações Terapêuticas: Expectorante e béquica. Usada no combate à tosse e catarros.
Composição química: Pouco conhecidos. Foram isolados, de espécies do mesmo gênero, compostos fenólicos e carboidratos.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Não foram encontrados referências sobre efeitos tóxicos.

BARBATIMÃO
Nome Cientifico: Strynodendron barbatimao Mart.
Indicações Terapêuticas: Adstringente e anti-séptica. Usada como antidiarréica, no tratamento de ferimentos e como adstringente das gengivas.
Composição química: Pouco conhecidos. De algumas espécies do mesmo gênero foram isolados flavonóides, taninos e alcalóides.
Parte usada: Cascas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

BOLDO-DO-CHILE
Nome Cientifico: pneumus boldus Lyons.
Indicações Terapêuticas: Estimula a atividade secretora do estômago, aumenta a produção e fluxo da bílis, facilita a digestão. Usada para problemas da visícula biliar.
Composição química: Alcalóides (0,25-0,54%) como a boldina; flavonóides; óleo essencial (2% v/p) contendo terpenos, sesquiterpenos e esteróides.
Parte usada: Folhas
Toxicologia: Tornadas em doses maiores que as recomendadas pode provocar vômitos.

CAMOMILA
Nome Cientifico: Matricaria chamomilla L.
Indicações Terapêuticas: Combate a contração muscular brusca (antiespasmódica) e a febre. Ajuda a expulsar gases intestinais. È calmante suave. Usada para problemas biliares e estomacais. Externamente é usada como cicatrizante em dermatites, fissuras anais e eczemas, feridas banais e queimaduras solares.
Composição química: Óleo essencial contendo camazuleno, matricina, bisabolol, um cicloeteracetileno, flavonóides e colina.
Parte usada: Capítulos florais como pedúnculos até 2 cm.
Toxicologia: Atóxica.

CANELA DO CEILÃO
Nome Cientifico: Cinnamomum zeylanicum Nees.
Indicações Terapêuticas: Estimula a secreção gástrica. É digestiva e aromática.
Composição química: Óleo essencial contendo principalmente aldeído cinâmico, eugenol e terpenos, como a vanilina. Contém, ainda, taninos, mucilagens e oxalato de cálcio.
Parte usada: Cascas
Toxicologia: Atóxica.

CAPIM-LIMÃO
Nome Cientifico: Cymbopogon citratus (DC) Stapf.
Indicações Terapêuticas: Combate as contrações musculares bruscas (antiespasmódica) e os gases intestinais (carminativa). Usada como calmante, embora seja discutível os seus efeitos nesse sentido.
Composição química: Óleo essencial contendo principalmente citral e garaniol; sesquiterpenos e triterpenos, como cimbopogon e cimbopogona. Nas raízes foram encontrados alcalóides.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Atóxica.

CARQUEJA
Nome Cientifico: Baccharis trimera (Less.) DC.
Indicações Terapêuticas: Tônica estomacal, amarga e estimulante do apetite, exercendo ação benéfica sobre o fígado e intestinos.
Composição química: É uma planta amarga, contém óleo essencial composto principalmente por nopineno, carquejol, acetato de carquejilo e sesquiterpenos.
Parte usada: Cascas
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos

CHAPÉU DE COURO
Nome Cientifico: Echinodorus macrophyllus (Kunth.) .Mich.
Indicações Terapêuticas: Diurética. Usada popularmente em doenças renais, das vias urinárias, reumáticas e erupções cutâneas
Composição química: Princípios ativos mal conhecidos. Alguns gêneros da família possuem taninos, flavonóides e triterpenos.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

CHICÓRIA
Nome Cientifico: Cichorium intybus L.
Indicações Terapêuticas: Tônica estomacal. Diurética e laxativa fraca.
Composição química: Intibina; a cumarina cichoriina, inulina, açucares redutores, taninos, mucilagens e vitaminas B1, B2 e C.
Parte usada: Folhas e raízes.
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

COENTRO
Nome Cientifico: Coriandrum sativum L
Indicações Terapêuticas: Tônica estomacal. Combate os gases intestinais e auxilia na digestão. Também usada como condimento.
Composição química: Óleo essencial contendo coriandrol, composto de d-linalol a-pineno, limoneno, ?-terpineno, ?-cimeno; a?ucares e pentosanas.
Parte usada: Frutos maduros.
Toxicologia: Pode provocar perturbações e lesões renais, quando usada em doses excessivas.

CONFREI
Nome Cientifico: Symphytum officinale L.
Indicações Terapêuticas: É cicatrizante. Combate a febre e a inflamação (antiflogística). Uso somente externo em contusões, reumatismo, ferimentos e troboflebites.
Composição química: Alantoína. Alguns exemplares contêm alcalóides pirrolizidínicos, entre eles a lasiocarpina, entre eles a lasiocarpina (L).
Parte usada: Rizomas e raízes
Toxicologia: Uso interno produz irritação gástrica e problemas
hepáticos.

CRAVO DA ÍNDIA
Nome Cientifico: Syzygium aromaticum (L.)
Indicações Terapêuticas: Estimulante estomacal, aromática e antiséptica. Usada como expectorante, nas bronquites, e como condimento. O óleo é usado para diminuir a sensibilidade da polpa dentária.
Composição química: Óleo essencial contendo eugenol, acetato de eugenilo, humuleno.
Parte usada: Botões florais secos.
Toxicologia: Irritação gástrica e queimadura das mucosas, se o
consumo for exagerado.


DENTE-DE-LEÃO
Nome Cientifico: Taraxacum officinale (Web.) Wigg.
Indicações Terapêuticas: Diurética e laxante suave. Estimula a secreção do suco gástrico. É excelente tônica. Popularmente se lhe atribuem propriedades hipoglicemiantes, anti-reumática e antiescorbútica. As folhas podem ser consumidas na forma de salada.
Composição química: Taraxacosídio, taraxasterol, taraxerol, colina, levulina, insulina e pectina. A inulina predomina no outono. Contém vitaminas A, B, C e D.
Parte usada: Raízes e rizomas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

ERVA-CIDREIRA
Nome Cientifico: Melissa officinalis L.
Indicações Terapêuticas: São atribuídas propriedades calmante, de combate a cólicas intestinais e gases á essencia. Usada em casos de má digestão de origem nervosa. Também usada para combater a insônia.
Composição química: Óleo essencial contendo citral, citronelal, citronelol, linalol e geraniol.
Parte usada: folhas secas.
Toxicologia: Nas doses recomendadas, atóxica.

ERVA-DOCE
Nome Cientifico: Pimpinella anisum L.
Indicações Terapêuticas: É expectorante, combate as contrações musculares bruscas (antiespasmódica) e auxilia na expulsão dos gases intestinais.
Composição química: Óleo essencial, contendo anetol, metilchavicol, anisaldeído e derivados dimetílicos de estilboestrol.
Parte usada: Frutos.
Toxicologia: Nas doses recomendadas, atóxica.

ESPINHEIRA-SANTA
Nome Cientifico: Maytenus lilcifolia
Indicações Terapêuticas: Anti-séptica e cicatrizante. Empregada na acidez e ulcerações do estômago. Levemente laxativa e diurética.
Composição química: Taninos, terpenos, como maitensina, maitomprina, maitambutina e maitolidina; flavonóides, antocianos, mucilagens e açúcares livres.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Em mulheres que amamentam, o uso prolongado pode causar redução da produção de leite materno.

ESTIGMAS-DE-MILHO
Nome Cientifico: Zea mays L.
Indicações Terapêuticas: Diurético forte.
Composição química: Sais minerais de potássio (4 -5%), açúcares, substâncias amargas, ácidos orgânicos (palmítico, esteárico e outros), esteróis e alantoína (XLIX).
Parte usada: Estiletes ("barbas-de-milho").
Toxicologia: Não devem ser usados por pessoas com inflamação da bexiga.

EUCALIPTO
Nome Cientifico: Eucalyptus globulus Labil.
Indicações Terapêuticas: Expectorante e anti-séptica das vias respiratórias.
Composição química: Óleo essencial (0,8-1,0% v/p) contendo eucaliptol ou cineol, a-pineno e b pineno (VI), a-terpinol (LXI-II) e borneol (XII).
Parte usada: Folhas
Toxicologia: Pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

GENGIBRE
Nome Cientifico: Zingiberaceae Rosc.
Indicações Terapêuticas: É estimulante gastrintestinal. Combate os gases intestinais. A raiz pulverizada é usada em casos de vômitos. Também é usada como condimento. Usada externamente, provoca vermelhidão da pele.
Composição química: Óleo essencial (1,0% v/p) contendo monoterpenos, tais como b -felandreno, canfero, cineol (LXII), citral (XXXV); sesquiterpenos, como bisaboleno e zingibereno (LXXV), e derivados do fenilpropano, como zingerona e zingerol (LXXV).
Parte usada: Rizomas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

GUARANÁ
Nome Cientifico: Paulinia cupana Kunth.
Indicações Terapêuticas: Estimulante do sistema nervo, usada em esgotamentos físicos e mental. Antidiarréica e diurética fraca.
Composição química: Contém 2,5-5,0% de cafeína (LXXVI), vermelho de guaraná (polifenóis complexos, solúveis em água) e outros constituíntes.
Parte usada: Sementes
Toxicologia: Não foram encontradas referências sobre efeitos tóxicos.

HORTELÃ
Nome Cientifico: Menha arvensis L.
Indicações Terapêuticas: Combate a contração muscular brusca (espasmolítica), aumenta a produção e circulação da bílis (colagoga e colerética) Usada nas afecções estomacais e intestinais. Vermífuga de fraco efeito.
Composição química: Óleo essencial, contendo mentol, mentona, piperitona e mentofurano. A planta contém, entre outros, taninos e flavonóides.
Parte usada: Partes aéreas, desde que com caules cuju
diâmetro não exceda a 5mm

Toxicologia: A menta e mentol não devem ser empregados em lactentes e crianças de pouca idade, pois podem causar dispnéia e asfixia.

JABORANDI
Nome Cientifico: Pilocarpus pannatifolius Lem.
Indicações Terapêuticas: Os sais de pilocarpina são usados em oftalmologia para a contração da pupila do olho (miótico). Saõ antagonistas da atropina e, portanto, usados em envenenamentos por estramônio. Popularmente empregada para uamentar a transpiração e para evitar a queda de cabelos (uso local).
Composição química: Alcalóides, como a pilocarpina, isopilocarpina, pilosina e isopilosina, e óleo volátil contendo monoterpenos e sesquiterpenos.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: O uso em excesso pode causar vômitos, diarréia,
insuficiência cardíaca pode terminar em colapso. Em indivíduos enfraquecidos, até mesmo doses terapêuticas podem ser prejudiciais á saúde.


JURUBEBA
Nome Cientifico: Solanum paniculatum L.
Indicações Terapêuticas: É tônica, auxilia o fluxo da bílis (colagoga). Usada em casos de falta de apetite e para estimular a digestão.
Composição química: Alcalóides esteróides, como por exemplo, a solanina.
Parte usada: Raízes e frutos.
Toxicologia: Como a planta apresenta alcalóides, esteróides,
recomenda-se evitar o uso prolangado.


MACIEIRA
Nome Cientifico: Pyrus malus L.
Indicações Terapêuticas: O fruto maduro tem rpopriedades refrescante e laxativa suaves. O fruto verde é usado para combater diarréia. O fruto dessecado é excelente para chá.
Composição química: Açucares, dextrinas, pectina e cítrico ( nos frutos verdes, protopectina), ácidos málico e cítrico, enzimas, sais minerais e vitaminas (tiamina, riboflavina, ácido ascórbito).
Parte usada: Fruto seco e fresco.
Toxicologia: Atóxica.

MALVA
Nome Cientifico: Malva sylvestris L.
Indicações Terapêuticas: Amolece a pelo e mucosas (emoliente), combate a tosse e é laxativa. Externamente usada nos estados inflamatórios, principalmente da boca e garganta.
Composição química: Ácido D-galacturônico, D-galactose, glucose, L-arabinose, L-ramnose, taninos e vitaminas.
Parte usada: Planta inteira.
Toxicologia: Nas doses recomendadas, atóxica.

MARACUJÁ
Nome Cientifico: Passiflora alata Dryander
ndicações Terapêuticas: É tranquilizante suave. Combate as convulsões e as contrações musculares bruscas. Indicada para insônia e como sedativo.
Composição química: Os princípios ativos responsáveis pela ação permanecem indefinidos. Contém alcalóides do tipo harmala, com sistema beta-carbonila, como harmina e harmana, malton e alguns flavonóides.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Não foram encontradas refer~encias sobre efeitos tóxicos.

MULUNGU
Nome Cientifico: Erythrina verna Vell.
Indicações Terapêuticas: Sedativa e anticonvulsivante. Indicada para combater insônia. Usada, na medicina popular, para dores reumáticas.
Composição química: Alcalóis, como erisopina, erisodina, eritramina e eritracina. Contém, também, alguns esteróides.
Parte usada: Cascas.
Toxicologia: As sementes são tóxicas. Recomenda-se, pois, cautela em seu uso.

PIMENTÃO
Nome Cientifico: Capsicum annuum L.
Indicações Terapêuticas: Estimalante gastrintestinais. Externamente, provoca vermelhidão da pele. Usada para tratamento de treumatismo e nevralgias.
Composição química: Compostos fenólicos tipo capsaicina; ácido ascórbico, tiamina, carotenóides vermelhos, como capsantina e capsorubina e óleo fixo (4-16%).
Parte usada: Frutos.
Toxicologia: Em doses elevadas, pode causar taquica4rdia e aumento da pressão arterial.

SABUGUEIRO
Nome Cientifico: Sambucus nigra L.
Indicações Terapêuticas: Aumenta a transpiração. É expectorante e diurética. Usada em gripes e resfriados.
Composição química: Das flores, foram isolados vários triterpenos: a e b - amirina, lupiol, cicloartenol; esteróides, como colesterol, estigmasterol e sistosterol; flavonóides, como quercitina e isoquercitina; antocianos, como a sambicianina e colina.
Parte usada: Flores.
Toxicologia: Não foram encontradas refer~encias sobre efeitos tóxicos.

STEVIA
Nome Cientifico: Stevia rebaudiana (Bert.) Hemsley.
Indicações Terapêuticas: Substituto não calórico do açúcar (intensidade de dulçor do esteviosídio: 300 vezes maior que o da sacarose).

Composição química: De 3,0 a 7,3% de esteviosídios A, B,
D e E; Dulcosídios A e B, e esteviobiosídio.
Parte usada: Folhas.

Toxicologia: Ainda em estudos, embora liberado como adoçante.

URUCUM
Nome Cientifico: Bixa orellana L.
Indicações Terapêuticas: O extrato aquoso é espasmódico; o alcoólico, antiespasmódico. O etil-éster é usado principalmente como corante de alimentos e drogas. Internamente, o pó das sementes aumenta a pigmentação do tecido adiposo. As raízes pulverizadas possuem ação anti-secretora e hipotensora semelhante a da reserpina.
Composição química: Carotenóide, como a bixina; ácido tomentósico; flavonóides, como apigenina, luteolina e 8-bissulfato de hipolactina; e vitamina A (1000-2000 Ul/g).
Parte usada: Raízes e sementes.
Toxicologia: Não foram encontradas refer~encias sobre efeitos tóxicos.


RESPOSTA A ALGUMAS PERGUNTAS

O QUE SÃO FITOTERÁPICOS?

São medicamentos preparados a partir de plantas ou partes de plantas (raízes, cascas, folhas) que possuem propriedades de cura, de prevenção de doenças ou de tratamento sintomático.

QUAL É A EFICÁCIA DOS FITOTERÁPICOS?

As plantas medicinais vêm sendo usadas, por todos os povos e culturas, desde a antigüidade, como principal forma de tratamento e manutenção da saúde. Isto, por si só, é considerado uma prova de eficácia pela Organização Mundial de Saúde. Atualmente, com o desenvolvimento da tecnologia aliado ao interese em se confirmar o conhecimento da medicina popular, as plantas medicinais estão tendo seu valor terapêutico pesquisado e ratificado pela ciência, e seu uso pelos médicos vem crescendo. Mais de 60% da população mundial usa plantas medicinais ou seus derivados nos cuidados com a saúde.

COMO CONSEGUIR OS MELHORES RESULTADOS?

Como todo remédio, para se conseguir os melhores resultados dos fitoterápicos, você prescisa obter um medicamento de boa procedência e seguir as instruções de dosagens recomendadas na bula ou determinadas pelo seu médico.

POR QUE UM MESMO MEDICAMENTO FITOTERÁPICO APRESENTA VÁRIAS AÇÕES E INDICAÇÕES?

As plantas medicinais possuem, em geral, muitas substâncias ativa em sua composição química. O número de compostos com atividade costuma ser maior que 30, podendo haver mais de 200. Essas substâncias somam suas
ações, determinando o efeito da planta medicinal. As diversas substâncias podem se combinar de várias maneiras, resultando em ações específicas. Como são observadas muitas substâncias e muitas combinações possíveis, cada planta possui muitas ações terapêuticas

POR QUE MUITOS FITOTERÁPICOS SÃO PRODUZIDOS COM DIVERSAS ERVAS?

A associação de plantas medicinais é um recurso utilizado pela medicina popular para aumentar a eficácia dos fitoterápicos.

POSSO MEDICAR MEUS FILHOS COM FITOTERÁPICOS?

Sim. Na bula você encontra orientação sobre a indicação e dosagem para crianças. Quando se tratar de menores de 5 anos é indicado o conselho médico.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE FITOTERAPIA E HOMEOPATIA?

Os remédios homeopáticos utilizam diluições extremas de plantas e minerais para estimular a capacidade de cura do organismo. Os fitoterápicos também são usados no tratamento do corpo como um todo e estimulando a cura,
porém aplicando uma concentração maior, em dosagens parecidas com as da medicina convencional.

SE A DOSE FOR AUMENTADA HÁ MELHORA MAIS RAPIDAMENTE?

Não. As instruções de dosagem devem ser seguidas rigorosamente para que se obtenham os melhores resultados.

POSSO ASSOCIAR VÁRIOS MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS AO MESMO TEMPO?

Embora, tradicionalmente, utilize-se a associação de ervas medi-cinais em formulações, estas devem ser administradas de forma criteriosa e sob a orientação de um profissional da área de saúde.

As plantas medicinais possuem, muitas vezes, efeitos farmacoló-gicos parecidos, podendo, desta forma, potencializar suas ações.

POSSO ASSOCIAR A FITOTERAPIA COM ALOPATIA?

Sim, porém sob o acompanhamento de um profissional da área de saúde. Assim como um fitoterápico pode potencializar a ação de outro fitoterápico, pode também, potencializar os efeitos de medicamentos alopáticos.

OS FITOTERÁPICOS SERVEM APENAS PARA TRATAR AS DOENÇAS SIMPLES?

Não. Contudo, no tratamento de enfermidades sérias, deve-se procurar sempre a orientação médica.

COMO POSSO SABER QUAL O FITOTERÁPICO CERTO PARA UMA DETERMINADA DOENÇA?

Este guia apresenta muitos fitoterápicos disponíveis no Labora-tório Flora Medicinal. Observe os seus sintomas e ligue-os aos produtos usados. Acompanhe as instruções de dosagem da embalagem e, sempre que possível, procure orientação médica. Pode haver mais de um produto indicado para você; neste caso experimente qual deles é mais efetivo.

POSSO COMUNICAR AO MEU MÉDICO QUE ESTOU TOMANDO UM FITOTERÁPICO?

Se você estiver utilizando outro tipo de medicamento receitado para o tratamento de uma determinada doença, é aconselhável comunicar ao seu médico a intenção de experimentar o tratamento à base de ervas medicinais. Em
todo caso, é sempre bom mostrar ao seu médico a embalagem e a bula do fitoterápico que você está utilizando.

OS FITOTERÁPICOS CAUSAM EFEITOS COLATERAIS?

São raros os casos de efeitos indesejáveis (os chamados efeitos colaterais) na utilização dos remédios fitoterápicos, desde que utilizados na dosagem correta.
Se você sentir qualquer mal-estar, deve suspender o medicamento e consultar um médico.

COMO ARMAZENAR OS REMÉDIOS FITOTERÁPICOS?

Para a conservação ideal dos seus remédios, mantenha sempre os recipientes bem fechados dentro das embalagens. Os recipientes devem ser guardados ao abrigo da luz e em local fresco e seco. Os fitoterápicos possuem prazo de validade claramente indicado na embalagem. Siga rigorosamente este prazo e dispense medicamentos com a validade vencida. Deve-se manter todos os medicamentos fora do alcance de crianças.

POSSO PREPARAR O MEDICAMENTO FITOTERÁPICO ANTECIPADAMENTE?

Bem, no caso do fitoterápico ser em forma de chá, pode-se prepará-lo, coá-lo e armazená-lo na geladeira no máximo por 24 horas. No caso da tintura, deve-se diluí-la somente no momento de tomá-la. Caso esteja fazendo uso de mais uma tintura, embora possa tomá-las no mesmo momento, evite diluí-las na mesma água.

OS REMÉDIOS FITOTERÁPICOS, POR SI SÓ, PODEM TRATAR DOENÇAS?

Os remédios em geral, não somente aqueles à base de plantas medicinais, devem ser considerados como recursos auxiliares dentro de um programa terapêutico global, como a dieta específica para o caso, a prática de exercício físico com acompanhamento médico, e mudanças de alguns hábitos de vida prejudiciais à sua saúde.

BIBLIOGRAFIA

SANTOS, Cid Aimbiré, TORRES, Kátia Regina, LEONART, Rubens. Plantas Medicinais. São Paulo: Ícone, 1988.

CRAVO, Antonieta Barreira. Frutos e Ervas que Curam. Saõ paulo, Editora humus, 1999.

CORRÊA, Anderson Domingos e outros. Pantas Medicinais. Petrópolis, Vozes, 1999.

http://www.ciagri.usp.br/planmedi/planger.htm

http://www.ciagri.usp.br/planmedi/temp.html

http://www.floramedicinal.com.br


Criada por Jucibelg Rios

MSN  Aonde  AltaVista  Cadê  Yahoo  Lycos  |  Google  |  Tradutor  |  Usina do Som  Microsoft