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A palavra
fitoterapia é formada de dois
radicais gregos: fito vem de phyton, que
significa planta, e terapia vem de therapia, que
significa tratamento. Ou seja, tratamento
utilizando plantas medicinais.
A palavra fitoterapia foi criada para designar
tradições populares de tratamento, nas quais as
plantas medicinais são usadas como medicamento.
O uso terapêutico de plantas medicinais ficou
restrito à abordagem leiga desde o salto
tecnológico da industria farmacêutica
ocorrido nas décadas de 50 e 60.
Recentemente, as plantas medicinais consideradas
medicamentos de segunda categoria, voltaram à
voga com a comprovação de ações
farmacológicas relevantes e de uma excelente
relação de custo-benefício.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS)
mostram que cerca de 80% da população mundial
faz uso de algum tipo de planta na busca de
alívio de alguma sintomatologia dolorosa ou
desagradável. Desse total, pelo menos 30% deu-se
por indicação médica.
A utilização de plantas medicinais, prática
tradicional ainda existente entre os povos de
todo o mundo, tem recebido incentivos da própria OMS. São muitos os fatores que vêm colaborando
para o desenvolvimento de
práticas de saúde que incluam plantas
medicinais, principalmente econômicos e sociais.
No Brasil, a utilização de plantas no
tratamento de doenças apresenta influências da
cultura indígena, africana e, naturalmente
européia. Estas influências deixaram marcas
profundas nas diferentes áreas de nossa
cultura, seja sob o aspecto material ou
espiritual. Elas constituem a base da medicina
popular que, há algum tempo, vem sendo retomada
pela medicina natural. Procurando resgatar suas
práticas, dando-lhes caráter
científico e integrando-as num conjunto de
princípios que visam não apenas curar algumas
doenças, mas restituir ao ser humano a vida
natural.
CARACTERÍSTICAS
DE ALGUMAS PLANTAS CONHECIDAS PELA POPULAÇÃO DE
SALVADOR
ABACATEIRO
Nome Cientifico: Persea americana Mill
Indicacoes Terapêuticas: Diurética. Usada nas
doenças renais e das vias urinárias.
Composição química: Quercitina, perseitol. Das
sementes foi isolado
abscisina.
Parte usada: Folhas
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos.
ABÓBORA
Nome
Cientifico: Cucurbita pepo L.
Indicacoes Terapêuticas: Usada para combater
vermes intestinais (tenífuga), em algumas
doenças renais e como diurética leve.
Composição química:
Princípio ativo desconhecido. O óleo das
sementes contém ácidos, tais como: oléico,
linoléico e palmítico. Foram isoladas das
sementes: albuminas, globulinas e esteróides
(colesterol, sisosterol, ergosterol, etc.).
Parte usada: Sementes.
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos.
AGRIÃO
Nome
Cientifico: Nasturtium officinale R. Br.
Indicacoes Terapêuticas: Estimula o metabolismo,
a secreção biliar e a diurese. Usada nas
doenças respiratórias para combater a tosse e
expectorar. Recomendada nos casos de anemia por
carências de ferro na alimentação.
Composição química:
Glicosídio que, por degradação, formam
isotiocianatos (mas não tiocianatos). Contém,
ainda, vitaminas e um princípio amargo
desconhecido. Alguns autores afirmam possuir
iodo.
Parte usada: Caules e folhas frescas
Toxicologia: O uso em excesso pode ocasionar
irritação do estômago e vias urinárias.
ALCACHOFRA
Nome
Cientifico: Cynara scolymus L.
Indicacoes Terapêuticas: Usada nos distúrbios
digestivos e hepáticos, pois aumenta a
produção da bílis e facilita o seu fluxo (colerética e
colagoga). Excelente eliminadora
de ácido úrico e diurética.
Composição química: Um princípio amargo, a cinarina, inulina,
flavonóide,
esteróides e sesquiterpenos.
Parte usada: Folhas e raízes.
Toxicologia: atóxica
ALECRIM
Nome
Cientifico: Rosmarinus officinalis L.
Indicações Terapêuticas: Estimulante
estomacal, combate os gases intestinais e as
cólicas (carminativa), é anti-séptica e
aumenta a transpiração. Usada em casos de falta
de apetite, nervosismo, problemas digestivos e
bronquites. Externamente é usada para combater
reumatismo.
Composição química: Óleo essencial contendo
principalmente pinene, canfero, borneol, acetato
de bornila e cânfora. Das folhas foi isolado o
diterpeno rosmaricina.
Parte usada: folhas e inflorescências.
Toxicologia: Doses altas ou uso prolongado pode
causar gastroenterites e/ou nefrites.
ALFACE
Nome
Cientifico: Lactuca sativa L.
Indicações Terapêuticas: Usado como calmante
suave.
Composição química: Contém cumarinas e os
flavonóides acacetina, luteolina e quercitina,
nas formas livre e combinada. Contém ainda,
lactonas sesquiterpênicas, como a lactupicrina,
lactucina e a 8-deoxilactucina, e ixerinas.
Parte usada: folhas secas e caule.
Toxicologia: Atóxica.
ALFAZEMA
Nome
Cientifico: Lavandula angustifolia Mill.
Indicações Terapêuticas: Calmante suave e
digestiva. Combate cólicas, indigestão,
fermentações e os gases intestinais.
Composição química: Óleo essencial contende borneol, linalol geraniol e
outros ésteres e ácoois.
Parte usada: Folhas e inflorescências.
Toxicologia: Em dose elevada, é depressiva do
sistema nervoso
central, causando sonolência.
ALGODOEIRO
Familia:
Malvaceae
Nome Cientifico: Gossypium sp.
Nomes Populares: algodao, algodao-de-malta,
algodao-herbaceo,
amaniu, coton,
Indicacoes Terapeuticas: hemostatica, ocitocica, emenagoga,
diuretica, abortiva, emoliente, contra
infeccao uterina, dismenorreica(regras
profusas), dor ovariana intermitente, hemorragia post-partum, retencao de placenta, bouba, cravo,
dartro, afeccao ovariana, metrorragia, ver
pl.inteira/infusao/xarope.
ALHO
Nome
Cientifico: Allium sativum L.
Indicações Terapêuticas: Anti-séptica das
vias respiratórias, estimalante das secreções
estomacal e biliar, vermifuga fraca (oxiúros e
lombriga).
Composição química: Óleo essencial contendo aliina, que por ação da enzima alinase forma a
alicina. Derivados do tiofeno e diversos
derivados sulfurados voláteis que lhe conferem
cheiro desagradável.
Parte usada: Bulbos ("dentes").
Toxicologia: Em doses exageradas, pode causar
irritação gástrica.
ALUMÃ
Familia:
Asteraceae
Nome Cientifico: Vernonia bahiensis tol.
Nomes Populares: aluman, varuma.
Indicacoes Terapeuticas: estomacal, diuretica,
amargo-tonica.
AROEIRA
Nome Cientifico: Schinus terebinthifolius Raddi
Indicações Terapêuticas: Usada em distúrbios
respiratórios, pois contém alta concentração
de monoterpenos voláteis. Popularmente,
empregada como adstringente em casos de
diarréia, antiinflamatório e para aumentar a
transpiração.
Composição química: Óleo essencial, contendo cis-sabinol, r cimento,
limoneno, simiarenol, simiarenol, µ e b -pineno,
D -careno, µ e b -falandreno, triterpenos como o
ácido masticodienóico, 3-hidroxi-masticadienônico, schinol,
terechutona, baicremona e ácido terebentifólico.
Parte usada: folhas e cascas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos.
ARRUDA
Nome
Cientifico: Ruta graveolens L.
Indicações Terapêuticas: Aumenta a
resistência dos capilares sanguíneos devido à rutina. Usada no tratamento de varizes e flebite.
Popularmente empregada para restabelecer ou
aumentar o fluxo menstrual (emenagoga).
Composição química: Flavonóides, como rutina
e esperidina; cumarinas,
chalepeusina e graveliferona; os alcalóides rutalinium,
rutalidina, rutacridona e rubalidina;
óleo essencial, nas raízes, contendo
principalmente pineno e limoneno.
Parte usada: Porções aéreas, quando florida.
Toxicologia: Seu uso interno é desaconselhável;
em doses altas, causa
hiperemia dos órgãos respiratórios, como
possibilidade de ocorrer hemorragias graves.
AVENCA
Nome
Cientifico: adiantum cappilus-veneris L.
Indicações Terapêuticas: Expectorante e béquica. Usada no combate à tosse e catarros.
Composição química: Pouco conhecidos. Foram
isolados, de espécies do mesmo gênero,
compostos fenólicos e carboidratos.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Não foram encontrados referências
sobre efeitos tóxicos.
BARBATIMÃO
Nome
Cientifico: Strynodendron barbatimao Mart.
Indicações Terapêuticas: Adstringente e
anti-séptica. Usada como antidiarréica, no
tratamento de ferimentos e como adstringente das
gengivas.
Composição química: Pouco conhecidos. De
algumas espécies do mesmo gênero foram isolados flavonóides, taninos e alcalóides.
Parte usada: Cascas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos.
BOLDO-DO-CHILE
Nome
Cientifico: pneumus boldus Lyons.
Indicações Terapêuticas: Estimula a atividade
secretora do estômago, aumenta a produção e
fluxo da bílis, facilita a digestão. Usada para
problemas da visícula biliar.
Composição química: Alcalóides (0,25-0,54%)
como a boldina; flavonóides; óleo essencial (2%
v/p) contendo terpenos, sesquiterpenos e esteróides.
Parte usada: Folhas
Toxicologia: Tornadas em doses maiores que as
recomendadas pode
provocar vômitos.
CAMOMILA
Nome
Cientifico: Matricaria chamomilla L.
Indicações Terapêuticas: Combate a contração
muscular brusca (antiespasmódica) e a febre.
Ajuda a expulsar gases intestinais. È calmante
suave. Usada para problemas biliares e
estomacais. Externamente é usada como
cicatrizante em dermatites, fissuras anais e
eczemas, feridas banais e queimaduras solares.
Composição química: Óleo essencial contendo camazuleno,
matricina,
bisabolol, um cicloeteracetileno, flavonóides e
colina.
Parte usada: Capítulos florais como pedúnculos
até 2 cm.
Toxicologia: Atóxica.
CANELA
DO CEILÃO
Nome
Cientifico: Cinnamomum zeylanicum Nees.
Indicações Terapêuticas: Estimula a secreção
gástrica. É digestiva e aromática.
Composição química: Óleo essencial contendo
principalmente aldeído cinâmico, eugenol e
terpenos, como a vanilina. Contém, ainda,
taninos, mucilagens e oxalato de cálcio.
Parte usada: Cascas
Toxicologia: Atóxica.
CAPIM-LIMÃO
Nome
Cientifico: Cymbopogon citratus (DC) Stapf.
Indicações Terapêuticas: Combate as
contrações musculares bruscas
(antiespasmódica) e os gases intestinais (carminativa). Usada como calmante, embora seja
discutível os seus efeitos nesse sentido.
Composição química: Óleo essencial contendo
principalmente citral e
garaniol; sesquiterpenos e triterpenos, como
cimbopogon e cimbopogona. Nas raízes foram
encontrados alcalóides.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Atóxica.
CARQUEJA
Nome
Cientifico: Baccharis trimera (Less.) DC.
Indicações Terapêuticas: Tônica estomacal,
amarga e estimulante do apetite, exercendo ação
benéfica sobre o fígado e intestinos.
Composição química: É uma planta amarga,
contém óleo essencial composto principalmente
por nopineno, carquejol, acetato de
carquejilo e sesquiterpenos.
Parte usada: Cascas
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos
CHAPÉU
DE COURO
Nome
Cientifico: Echinodorus macrophyllus (Kunth.) .Mich.
Indicações Terapêuticas: Diurética. Usada
popularmente em doenças renais, das vias
urinárias, reumáticas e erupções cutâneas
Composição química: Princípios ativos mal
conhecidos. Alguns gêneros da família possuem
taninos, flavonóides e triterpenos.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos.
CHICÓRIA
Nome
Cientifico: Cichorium intybus L.
Indicações Terapêuticas: Tônica estomacal.
Diurética e laxativa fraca.
Composição química: Intibina; a cumarina cichoriina, inulina, açucares
redutores, taninos, mucilagens e vitaminas B1, B2
e C.
Parte usada: Folhas e raízes.
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos.
COENTRO
Nome
Cientifico: Coriandrum sativum L
Indicações Terapêuticas: Tônica estomacal.
Combate os gases intestinais e auxilia na
digestão. Também usada como condimento.
Composição química: Óleo essencial contendo coriandrol, composto de d-linalol
a-pineno, limoneno, ?-terpineno, ?-cimeno; a?ucares e
pentosanas.
Parte usada: Frutos maduros.
Toxicologia: Pode provocar perturbações e
lesões renais, quando usada
em doses excessivas.
CONFREI
Nome
Cientifico: Symphytum officinale L.
Indicações Terapêuticas: É cicatrizante.
Combate a febre e a inflamação
(antiflogística). Uso somente externo em
contusões, reumatismo, ferimentos e troboflebites.
Composição química: Alantoína. Alguns
exemplares contêm alcalóides
pirrolizidínicos, entre eles a lasiocarpina,
entre eles a lasiocarpina (L).
Parte usada: Rizomas e raízes
Toxicologia: Uso interno produz irritação
gástrica e problemas
hepáticos.
CRAVO
DA ÍNDIA
Nome
Cientifico: Syzygium aromaticum (L.)
Indicações Terapêuticas: Estimulante
estomacal, aromática e antiséptica. Usada como
expectorante, nas bronquites, e como condimento.
O
óleo é usado para diminuir a sensibilidade da
polpa dentária.
Composição química: Óleo essencial contendo eugenol, acetato de
eugenilo, humuleno.
Parte usada: Botões florais secos.
Toxicologia: Irritação gástrica e queimadura
das mucosas, se o
consumo for exagerado.
DENTE-DE-LEÃO
Nome
Cientifico: Taraxacum officinale (Web.) Wigg.
Indicações Terapêuticas: Diurética e laxante
suave. Estimula a secreção do suco gástrico.
É excelente tônica. Popularmente se lhe
atribuem propriedades hipoglicemiantes,
anti-reumática e antiescorbútica. As folhas
podem ser consumidas na forma de salada.
Composição química: Taraxacosídio, taraxasterol, taraxerol, colina,
levulina, insulina e pectina. A inulina predomina
no outono. Contém vitaminas A, B, C e D.
Parte usada: Raízes e rizomas.
Toxicologia:
Não foram encontradas referências sobre efeitos
tóxicos.
ERVA-CIDREIRA
Nome
Cientifico: Melissa officinalis L.
Indicações Terapêuticas: São atribuídas
propriedades calmante, de combate a cólicas
intestinais e gases á essencia. Usada em casos
de má digestão de origem nervosa. Também usada
para combater a insônia.
Composição química: Óleo essencial contendo citral,
citronelal, citronelol,
linalol e geraniol.
Parte usada: folhas secas.
Toxicologia: Nas doses recomendadas, atóxica.
ERVA-DOCE
Nome
Cientifico: Pimpinella anisum L.
Indicações Terapêuticas: É expectorante,
combate as contrações musculares bruscas
(antiespasmódica) e auxilia na expulsão dos
gases
intestinais.
Composição química: Óleo essencial, contendo anetol,
metilchavicol,
anisaldeído e derivados dimetílicos de estilboestrol.
Parte usada: Frutos.
Toxicologia: Nas doses recomendadas, atóxica.
ESPINHEIRA-SANTA
Nome
Cientifico: Maytenus lilcifolia
Indicações Terapêuticas: Anti-séptica e
cicatrizante. Empregada na acidez e ulcerações
do estômago. Levemente laxativa e diurética.
Composição química: Taninos, terpenos, como maitensina,
maitomprina,
maitambutina e maitolidina; flavonóides,
antocianos, mucilagens e açúcares livres.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Em mulheres que amamentam, o uso
prolongado pode causar redução da produção de
leite materno.
ESTIGMAS-DE-MILHO
Nome
Cientifico: Zea mays L.
Indicações Terapêuticas: Diurético forte.
Composição química: Sais minerais de potássio
(4 -5%), açúcares, substâncias amargas,
ácidos orgânicos (palmítico, esteárico e
outros), esteróis e alantoína (XLIX).
Parte usada: Estiletes
("barbas-de-milho").
Toxicologia: Não devem ser usados por pessoas
com inflamação da
bexiga.
EUCALIPTO
Nome
Cientifico: Eucalyptus globulus Labil.
Indicações Terapêuticas: Expectorante e
anti-séptica das vias respiratórias.
Composição química: Óleo essencial (0,8-1,0%
v/p) contendo eucaliptol ou cineol, a-pineno e b
pineno (VI), a-terpinol (LXI-II) e borneol (XII).
Parte usada: Folhas
Toxicologia: Pode causar náuseas, vômitos e
diarréia.
GENGIBRE
Nome
Cientifico: Zingiberaceae Rosc.
Indicações Terapêuticas: É estimulante
gastrintestinal. Combate os gases
intestinais. A raiz pulverizada é usada em casos
de vômitos. Também é usada como condimento.
Usada externamente, provoca vermelhidão da pele.
Composição química: Óleo essencial (1,0% v/p)
contendo monoterpenos, tais como b -felandreno, canfero, cineol
(LXII), citral (XXXV); sesquiterpenos, como bisaboleno e zingibereno
(LXXV), e derivados do fenilpropano, como
zingerona e zingerol (LXXV).
Parte usada: Rizomas.
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos.
GUARANÁ
Nome
Cientifico: Paulinia cupana Kunth.
Indicações Terapêuticas: Estimulante do
sistema nervo, usada em esgotamentos físicos e
mental. Antidiarréica e diurética fraca.
Composição química: Contém 2,5-5,0% de
cafeína (LXXVI), vermelho de guaraná (polifenóis complexos, solúveis em água) e
outros constituíntes.
Parte usada: Sementes
Toxicologia: Não foram encontradas referências
sobre efeitos tóxicos.
HORTELÃ
Nome
Cientifico: Menha arvensis L.
Indicações Terapêuticas: Combate a contração
muscular brusca (espasmolítica), aumenta a
produção e circulação da bílis (colagoga e
colerética) Usada nas afecções estomacais e
intestinais. Vermífuga de fraco efeito.
Composição química: Óleo essencial, contendo
mentol, mentona, piperitona e mentofurano. A
planta contém, entre outros, taninos e
flavonóides.
Parte usada: Partes aéreas, desde que com caules
cuju
diâmetro não exceda a 5mm
Toxicologia: A menta e mentol não devem ser
empregados em lactentes e
crianças de pouca idade, pois podem causar
dispnéia e asfixia.
JABORANDI
Nome
Cientifico: Pilocarpus pannatifolius Lem.
Indicações Terapêuticas: Os sais de
pilocarpina são usados em oftalmologia para a
contração da pupila do olho (miótico). Saõ
antagonistas da atropina e, portanto, usados em
envenenamentos por
estramônio. Popularmente empregada para uamentar
a transpiração e para evitar a queda de cabelos
(uso local).
Composição química: Alcalóides, como a pilocarpina,
isopilocarpina, pilosina e isopilosina, e óleo volátil contendo
monoterpenos e sesquiterpenos.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: O uso em excesso pode causar
vômitos, diarréia,
insuficiência cardíaca pode terminar em
colapso. Em indivíduos enfraquecidos, até mesmo
doses terapêuticas podem ser prejudiciais á
saúde.
JURUBEBA
Nome
Cientifico: Solanum paniculatum L.
Indicações Terapêuticas: É tônica, auxilia o
fluxo da bílis (colagoga). Usada em casos de
falta de apetite e para estimular a digestão.
Composição química: Alcalóides esteróides,
como por exemplo, a solanina.
Parte usada: Raízes e frutos.
Toxicologia: Como a planta apresenta alcalóides, esteróides,
recomenda-se evitar o uso prolangado.
MACIEIRA
Nome
Cientifico: Pyrus malus L.
Indicações Terapêuticas: O fruto maduro tem
rpopriedades refrescante e laxativa suaves. O
fruto verde é usado para combater diarréia. O
fruto dessecado é excelente para chá.
Composição química: Açucares, dextrinas,
pectina e cítrico ( nos frutos
verdes, protopectina), ácidos málico e
cítrico, enzimas, sais minerais e vitaminas
(tiamina, riboflavina, ácido ascórbito).
Parte usada: Fruto seco e fresco.
Toxicologia: Atóxica.
MALVA
Nome
Cientifico: Malva sylvestris L.
Indicações Terapêuticas: Amolece a pelo e
mucosas (emoliente), combate a tosse e é
laxativa. Externamente usada nos estados
inflamatórios, principalmente da boca e
garganta.
Composição química: Ácido D-galacturônico, D-galactose,
glucose, L-arabinose, L-ramnose, taninos e vitaminas.
Parte usada: Planta inteira.
Toxicologia: Nas doses recomendadas, atóxica.
MARACUJÁ
Nome
Cientifico: Passiflora alata Dryander
ndicações Terapêuticas: É tranquilizante
suave. Combate as convulsões e as contrações
musculares bruscas. Indicada para insônia e como
sedativo.
Composição química: Os princípios ativos
responsáveis pela ação permanecem indefinidos.
Contém alcalóides do tipo harmala, com
sistema beta-carbonila, como harmina e harmana,
malton e alguns flavonóides.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Não foram encontradas refer~encias
sobre efeitos tóxicos.
MULUNGU
Nome
Cientifico: Erythrina verna Vell.
Indicações Terapêuticas: Sedativa e
anticonvulsivante. Indicada para combater
insônia. Usada, na medicina popular, para dores
reumáticas.
Composição química: Alcalóis, como erisopina, erisodina, eritramina e
eritracina. Contém, também, alguns esteróides.
Parte usada: Cascas.
Toxicologia: As sementes são tóxicas.
Recomenda-se, pois, cautela em
seu uso.
PIMENTÃO
Nome
Cientifico: Capsicum annuum L.
Indicações Terapêuticas: Estimalante
gastrintestinais. Externamente, provoca
vermelhidão da pele. Usada para tratamento de
treumatismo e nevralgias.
Composição química: Compostos fenólicos tipo capsaicina; ácido ascórbico, tiamina,
carotenóides vermelhos, como capsantina e
capsorubina e óleo fixo (4-16%).
Parte usada: Frutos.
Toxicologia: Em doses elevadas, pode causar
taquica4rdia e aumento da pressão arterial.
SABUGUEIRO
Nome
Cientifico: Sambucus nigra L.
Indicações Terapêuticas: Aumenta a
transpiração. É expectorante e diurética.
Usada em gripes e resfriados.
Composição química: Das flores, foram isolados
vários triterpenos: a e b -
amirina, lupiol, cicloartenol; esteróides, como
colesterol, estigmasterol e sistosterol; flavonóides, como quercitina e
isoquercitina;
antocianos, como a sambicianina e colina.
Parte usada: Flores.
Toxicologia: Não foram encontradas refer~encias
sobre efeitos tóxicos.
STEVIA
Nome
Cientifico: Stevia rebaudiana (Bert.) Hemsley.
Indicações Terapêuticas: Substituto não
calórico do açúcar (intensidade de dulçor do esteviosídio: 300 vezes maior que o da
sacarose).
Composição química: De 3,0 a 7,3% de
esteviosídios A, B,
D e E; Dulcosídios A e B, e esteviobiosídio.
Parte usada: Folhas.
Toxicologia: Ainda em estudos, embora liberado
como adoçante.
URUCUM
Nome
Cientifico: Bixa orellana L.
Indicações
Terapêuticas: O extrato aquoso é espasmódico; o
alcoólico,
antiespasmódico. O etil-éster é usado
principalmente como corante de alimentos e
drogas. Internamente, o pó das sementes aumenta
a pigmentação do tecido adiposo. As raízes
pulverizadas possuem ação anti-secretora e
hipotensora semelhante a da reserpina.
Composição
química: Carotenóide, como a bixina; ácido tomentósico;
flavonóides, como apigenina,
luteolina e 8-bissulfato de hipolactina; e
vitamina A (1000-2000 Ul/g).
Parte
usada:
Raízes e sementes.
Toxicologia: Não
foram encontradas refer~encias sobre efeitos
tóxicos.
RESPOSTA A ALGUMAS PERGUNTAS
O QUE
SÃO FITOTERÁPICOS?
São medicamentos preparados a partir de plantas
ou partes de plantas (raízes, cascas, folhas)
que possuem propriedades de cura, de prevenção
de doenças ou de tratamento sintomático.
QUAL É
A EFICÁCIA DOS FITOTERÁPICOS?
As plantas medicinais vêm sendo usadas, por
todos os povos e culturas, desde a antigüidade,
como principal forma de tratamento e manutenção
da saúde. Isto, por si só, é considerado uma
prova de eficácia pela Organização Mundial de
Saúde. Atualmente, com o desenvolvimento da
tecnologia aliado ao interese em se confirmar o
conhecimento da medicina popular, as plantas
medicinais estão tendo seu valor terapêutico
pesquisado e ratificado pela ciência, e seu uso
pelos médicos vem crescendo. Mais de 60% da
população mundial usa plantas medicinais ou
seus derivados nos cuidados com a saúde.
COMO
CONSEGUIR OS MELHORES RESULTADOS?
Como todo remédio, para se conseguir os melhores
resultados dos fitoterápicos, você prescisa
obter um medicamento de boa procedência e seguir
as instruções de dosagens recomendadas na bula
ou determinadas pelo seu médico.
POR QUE
UM MESMO MEDICAMENTO FITOTERÁPICO APRESENTA
VÁRIAS AÇÕES E INDICAÇÕES?
As plantas medicinais possuem, em geral, muitas
substâncias ativa em sua composição química.
O número de compostos com atividade costuma ser
maior que 30, podendo haver mais de 200. Essas
substâncias somam suas
ações, determinando o efeito da planta
medicinal. As diversas substâncias podem se
combinar de várias maneiras, resultando em
ações específicas. Como são observadas muitas
substâncias e muitas combinações possíveis,
cada planta possui muitas ações terapêuticas
POR QUE
MUITOS FITOTERÁPICOS SÃO PRODUZIDOS COM
DIVERSAS ERVAS?
A associação de plantas medicinais é um
recurso utilizado pela medicina popular para
aumentar a eficácia dos fitoterápicos.
POSSO
MEDICAR MEUS FILHOS COM FITOTERÁPICOS?
Sim. Na bula você encontra orientação sobre a
indicação e dosagem para crianças. Quando se
tratar de menores de 5 anos é indicado o
conselho médico.
QUAL A
DIFERENÇA ENTRE FITOTERAPIA E HOMEOPATIA?
Os remédios homeopáticos utilizam diluições
extremas de plantas e minerais para estimular a
capacidade de cura do organismo. Os
fitoterápicos também são usados no tratamento
do corpo como um todo e estimulando a cura,
porém aplicando uma concentração maior, em
dosagens parecidas com as da medicina
convencional.
SE A
DOSE FOR AUMENTADA HÁ MELHORA MAIS RAPIDAMENTE?
Não. As instruções de dosagem devem ser
seguidas rigorosamente para que se obtenham os
melhores resultados.
POSSO
ASSOCIAR VÁRIOS MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS AO MESMO TEMPO?
Embora, tradicionalmente, utilize-se a
associação de ervas medi-cinais em
formulações, estas devem ser administradas de
forma criteriosa e sob a orientação de um
profissional da área de saúde.
As plantas medicinais possuem, muitas vezes,
efeitos farmacoló-gicos parecidos, podendo,
desta forma, potencializar suas ações.
POSSO
ASSOCIAR A FITOTERAPIA COM ALOPATIA?
Sim, porém sob o acompanhamento de um
profissional da área de saúde. Assim como um
fitoterápico pode potencializar a ação de
outro fitoterápico, pode também, potencializar
os efeitos de medicamentos alopáticos.
OS
FITOTERÁPICOS SERVEM APENAS PARA TRATAR AS
DOENÇAS SIMPLES?
Não. Contudo, no tratamento de enfermidades
sérias, deve-se procurar sempre a orientação
médica.
COMO
POSSO SABER QUAL O FITOTERÁPICO CERTO PARA UMA DETERMINADA DOENÇA?
Este guia apresenta muitos fitoterápicos
disponíveis no Labora-tório Flora Medicinal.
Observe os seus sintomas e ligue-os aos produtos
usados. Acompanhe as instruções de dosagem da
embalagem e, sempre que possível, procure
orientação médica. Pode haver mais de um
produto indicado para você; neste caso
experimente qual deles é mais efetivo.
POSSO
COMUNICAR AO MEU MÉDICO QUE ESTOU TOMANDO UM FITOTERÁPICO?
Se você estiver utilizando outro tipo de
medicamento receitado para o tratamento de uma
determinada doença, é aconselhável comunicar
ao seu médico a intenção de experimentar o
tratamento à base de ervas medicinais. Em
todo caso, é sempre bom mostrar ao seu médico a
embalagem e a bula do fitoterápico que você
está utilizando.
OS
FITOTERÁPICOS CAUSAM EFEITOS COLATERAIS?
São raros os casos de efeitos indesejáveis (os
chamados efeitos colaterais) na utilização dos
remédios fitoterápicos, desde que utilizados na
dosagem correta.
Se você sentir qualquer mal-estar, deve
suspender o medicamento e consultar um médico.
COMO
ARMAZENAR OS REMÉDIOS FITOTERÁPICOS?
Para a conservação ideal dos seus remédios,
mantenha sempre os recipientes bem fechados
dentro das embalagens. Os recipientes devem ser
guardados ao abrigo da luz e em local fresco e
seco. Os fitoterápicos possuem prazo de validade
claramente indicado na embalagem. Siga
rigorosamente este prazo e dispense medicamentos
com a validade vencida. Deve-se manter todos os
medicamentos fora do alcance de crianças.
POSSO
PREPARAR O MEDICAMENTO FITOTERÁPICO
ANTECIPADAMENTE?
Bem, no caso do fitoterápico ser em forma de
chá, pode-se prepará-lo, coá-lo e armazená-lo
na geladeira no máximo por 24 horas. No caso da
tintura, deve-se diluí-la somente no momento de
tomá-la. Caso esteja fazendo uso de mais uma
tintura, embora possa tomá-las no mesmo momento,
evite diluí-las na mesma água.
OS
REMÉDIOS FITOTERÁPICOS, POR SI SÓ, PODEM
TRATAR DOENÇAS?
Os remédios em geral, não somente aqueles à
base de plantas medicinais, devem ser
considerados como recursos auxiliares dentro de
um programa terapêutico global, como a dieta
específica para o caso, a prática de exercício
físico com acompanhamento médico, e mudanças
de alguns hábitos de vida prejudiciais à sua
saúde.
BIBLIOGRAFIA
SANTOS,
Cid Aimbiré, TORRES, Kátia Regina, LEONART, Rubens.
Plantas Medicinais. São Paulo: Ícone, 1988.
CRAVO,
Antonieta Barreira. Frutos e Ervas que Curam. Saõ
paulo, Editora humus, 1999.
CORRÊA,
Anderson Domingos e outros. Pantas Medicinais. Petrópolis,
Vozes, 1999.
http://www.ciagri.usp.br/planmedi/planger.htm
http://www.ciagri.usp.br/planmedi/temp.html
http://www.floramedicinal.com.br
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